domingo, 6 de dezembro de 2009

A SUBSTITUTA

Há mais de década e meia que vim substituir outras minhas semelhantes. Elas eram naturais, esplendorosas nessa naturalidade, tinham um cheiro a frescura, mas eram e continuam a ser mortais, morriam depois de serem usadas, tal como o zangão depois do acasalamento, eu sou toda postiça, posso ser separada em várias partes, sou imortal, sou a Árvore de Natal
Ela não me aprecia muito, gostava mais das minhas antecessoras, para elas ainda existe um vaso próprio, recuperado de um pote de azeitonas que derramava, hoje utilizado como porta chapéus-de-chuva, sombrinhas chinesas e uma sombrinha cipriota. Fui adoptada por causa da Ecologia, dos Verdes, …o que não quer dizer que eu não seja verde.
Todos os anos, para delícia da pequenada e da “grandalhada”, saio da caixa onde sou cuidadosamente guardada, sou enroscada e mantida erguida. Os ramos são esticados um a um, o estar adormecida amarrota as minhas “folhas”. E ali fico imponente e até com uma certa beleza. Vestem-me e têm muito por onde escolher…Posso ficar só com enormes laços vermelhos e bolas douradas ou com uma miscelânea de bonequinhos de madeira, neve artificial, bolas, bolinhas, fitas, lacinhos, estrelas e estrelinhas, anjos e anjinhos…normalmente, o que não falta, são as luzinhas a piscar, a piscar, semelhantes a estrelas unidas no firmamento para deleite dos sonhadores.
O tempo que precede a minha decoração e esta, decorrem num clima de festa, de festa? De “festarola”! Ela dá sempre um certo jeitinho, um ar da sua graça, quando os meus actuais decoradores voltam as costas. Sabem porquê? Fico muitas vezes demasiado arranjada, demasiado vestida de um lado e muito pouco do outro e assim, por muito que eu goste da pequenada, e a respeite, sinto-me semi-vestida ou semi-despida, e francamente nua não quero estar, fico envergonhada, não sou nenhuma super modelo para poder exibir os meus dotes corporais.
Aos meus pés no início da minha vida, iam surgindo a pouco e pouco embrulhos, lindos no seu colorido, no seu brilho, nas suas fitas e laços bastante elaborados, entre eles eu sabia que existia um carvão, carvão que ficava guardado, ano após ano, e que já existia no tempo das minhas antecessoras. Era oferecido, com bilhete de retorno, como um sinal de alerta, a quem se tinha “portado” pior durante o ano, e neste “pior” entravam também adultos. Só Ela é que nunca o recebeu, pudera… era o juiz, ditava a sentença, embrulhava-o, bem disfarçado e colocava-o misturado com as outras prendas. Estas tinham que estar sinalizadas com nomes de código, havia mãos que as apalpavam e cheiravam para tentar decifrar “mistérios”, nesta situação, a curiosidade nunca matou ninguém, sou testemunha disso. Não sei o que foi feito dele, uma distracção, um momento de menor atenção, desapareceu, volatilizou-se no éter…

Morreu o carvão e começou um novo ciclo da minha vida…que dura até hoje, imponente, vaidosa, luminosa, sem carvão e sem prendas ao pé do meu tronco…
Tendo vivido muitos Natais, conhecido muitas histórias, saber muito sobre quem me admira e sobretudo sobre Ela, estou orgulhosa e grata por ser A SUBSTITUTA!



Texto publicado no âmbito do desafio NATAL para Fábrica de Letras

OS MIMINHOS E A AMIZADE

Acredito na AMIZADE!

“Como nasceu a amizade? Seguramente como uma aliança perante a adversidade, aliança sem a qual o Homem ficaria desarmado perante a Vida “ Kundera

Acredito que na virtualidade se podem encontrar amigos, pessoas que aqui, com generosidade, se expõem, mostram o que sentem, o que pensam, os seus sonhos, os seus devaneios, as suas dúvidas, as suas vicissitudes, a sua arte, … admiro-as por isso e não só. Aceito estes miminhos e sinto-me honrada com tal atribuição, penso que é feita com sinceridade embora, por vezes, ao aprofundar o seu significado, talvez os não merecesse, ainda é cedo para me “julgarem”.
Vou mostrar-vos mais quatro prendas que recebi esta semana, uma das quais bisada.
Não vou nomear ninguém por uma razão muito simples, só escrevo comentários nos blogues que conheço e que considero dignos de todos os selos que me atribuíram e me possam vir a atribuir e, como pouco a pouco, vos vou conhecendo melhor, sei que alguns de vós ficam “incomodados” com a atribuição, aceitam de coração, mas não se sentem bem em colocá-los no seu cantinho. Percebo esta atitude e respeito-a, cada um de nós é um ser com sensibilidades diferentes. Seria uma monotonia o contrário...
Com tudo isto quero dizer que, cada um de vós, pode levar os selos que quiser, o que muito me honrará, e podem perfeitamente citar que vos foi atribuído por mim, porque FOI. Ó se FOI!

Vou passar às minhas prendinhas por ordem de chegada:

I- Oferecida pela Anira que adora gatos. Também eu, também eu!


II- Oferecido pelo Ergela que no seu blogue me traz sempre novidades muitas das quais bastante divertidas


III- O bisado, oferecido pela Sairaf, menina mulher, muito sensível e mais não digo, ela sabe o que penso.


IV- O da Tela, senhora romântica, mas que vê a o dia a dia com uma realidade, e que a descreve de uma aparente singeleza, que me leva a andar ao lado dela a testemunhar esses “passos”.

A TODOS o meu AGRADECIMENTO!


Estou "encantada" comigo, não sei como consigo colocar isto por esta ordem, foi necessária concentração e uma questão de tempo...

sábado, 5 de dezembro de 2009

DOÇURA OU DIABRURA XI

UM BEIJO À CHUVA
Uma manhã chuvosa encontrei por acaso
na cidade uma mocinha;
seus caracóis eram com trigo maduro,
olhos castanhos e risonhos tinha.
Vi-a caminhar, com rápidos passinhos,
até que a loucura me subiu à cabeça,
e então - e então - sei que não fazia
bem - beijei-a à chuva!
Oh, que as nuvens em cima escureçam,
o meu coração está leve em baixo;
é sempre verão quando se ama,
mesmo que os ventos possam soprar;
estou tão vaidoso como qualquer príncipe,
todas as honras desdenhando:
ela diz que sou o seu arco BEAU pois
beijei-a à chuva.
Samuel Minturn Peck (1854-1938)
Já regressei ao Refúgio e sinto-me muito bem, aqui encontro o calor do meu ninho.
Para todos um EXCELENTE FIM-DE-SEMANA!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O SEDUTOR

Ontem estive na esplanada de Santa Eulália a almoçar, como me esqueci do livro que ando a ler comprei a revista Sábado que, pelos vistos sai à 5ªfeira, e cuja capa tem como chamariz, uma reportagem especial cujo título é MULHERES QUE PAGAM PARA TER SEXO. Li a reportagem e senti um certo incómodo devo confessar, nunca pensei, nem penso, em sexo sem amor… mas quem sou eu para julgar.
A minha mente funciona sequencialmente, de imediato pensei no que escrevi, ou tentei escrever, sobre acompanhantes de luxo e daí saltei para os sedutores.
Então apeteceu-me escrever este post para dizer o que penso sobre O Sedutor, mas há sedutoras, citando apenas duas lendárias, Mata Hari e Sherazade e passar rapidamente por dois também lendários sedutores Casanova e D. Juan. Ambos ficaram gravados na memória do tempo e, intemporais como são, deram origem a muitas históricas, a filmes, a peças de teatro,… foi-se criando uma auréola mítica em torno deles e hoje, a verdade está misturada com a mentira, como de um só corpo se tratasse.
Casanova e D. Juan, o primeiro nascido em Itália, mais propriamente em Veneza, e o segundo, supostamente existente, teria nascido em Espanha no século XVII.
Em que diferem? Casanova é dominado pela paixão, quer possuir o corpo das mulheres, não lhes quer roubar a alma, protege-as depois de as deixar. D.Juan é demoníaco, tem mais prazer em ver o sofrimento por amor de uma mulher, do que prazer carnal, tem como “arma” a promessa de casamento que nunca cumpre, ele não se compromete com nenhuma, mas exige que a mulher se comprometa com ele.

*Afinal que faz, o que diz, o que pretende um sedutor da actualidade?
Pelo que li os sedutores, têm um modo de lidar com as mulheres que as atrai.
Um Don Juan ( sinónimo de sedutor) da actualidade é atraente, bonito, irresístível, muito sensual, mas “cruel”. No fim da sua vida, pode citar um número imenso de mulheres que conquistou mas é incapaz de viver um amor profundo e estável.
No fundo é um homem preverso perante o sexo e despreza as mulheres, não ama verdadeiramente nenhuma mas é compelido a arranjar parceiras sexuais sucessivas.

*O que leva estes homens a terem este tipo de comportamento?
Dizem os entendidos na matéria, que há algumas razões comuns:
-Uma criança criada e educada sem amor não vai saber amar porque o desejo de amar é inato mas a capacidade de amar é aprendida.
- O sedutor não gosta de si próprio e tem medo de ser rejeitado
-A maioria dos sedutores sentem no estado latente uma certa tendência para a homossexualidade e têm medo, cada mulher conquistada é para eles uma prova de heterossexualidade
-No fundo deseja uma relação estável mas não consegue e atibui o fracasso à parceira e a todo o sexo feminino
-Nesta falha sente um forte desejo de vingança e a melhor, é forçar a mulher a uma completa submissão no campo sexual.
-Ele não ama, ele quer apenas conquistar .

*Como se pode saber que um homem é um sedutor?
1-É inteligente, compreende as mulheres, esforça-se por desenvolver qualidades que pensa que o tornam irresistível .
2-É rápido a perceber os pontos fracos de uma mulher e explora esse ponto .
3-Faz com que a mulher se sinta única e o ser mais importante do mundo.
4-Aperfeiçoa técnicas físicas para o acto sexual .
5-Veste-se bem, parece ser romântico e senhor de si, mas na realidade é egoísta e perversamente calculista .

Dificilmente um sedutor se casa, por isso à medida que vai envelhecendo e perdendo a potência sexual, deixa de ter tanta capacidade de atracção. Não tem amigos, os homens desprezam-no, não tem amigas porque despreza as mulheres.
Não há regra sem excepção há sedutores, providos de uma certa honestidade, que conseguem escapar ao seu destino de ser , “um não amado” e “um solitário”.

Há muito a dizer sobre este assunto! Encontrei imenso material para me apoiar, uma vez que sou leiga nesta matéria, não os cito porque foram muitos, e eu não os copiei, retirei a ideia.
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Quem quer “falar” sobre SEDUTORAS?
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ACRESCENTO (PUBLICADO ÀS 16.20h) O SEDUTOR A QUE ME REFIRO NO TEXTO É O COMPULSIVO. AQUELE QUE FAZ DISSO O SEU DIA A DIA.
Contra a sedução "normal" não tenho nada contra, o jogo de sedução é maravilhoso

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O AUTOMÓVEL

Nasci em Março de 1989, sou de origem francesa, fiquei registado no nome de alguém que não me escolheu, nem me pagou, mas sempre gostei desse alguém, a minha proprietária, que por vários motivos me chegou a odiar. Fui complacente porque entendi as suas razões e por isso mesmo, nunca lhe dei razões para se queixar de mim. Não fui o culpado de ter sido “raptado”, de ter sido usado por quem a “maltratou”
Já há uns anos percebi que ela passou a amar-me e que se esqueceu das lágrimas amargas que teve que engolir... Sempre me tratou com muito carinho e muito respeito, até quando me leva ao banho, baloiçando as chaves que abrem as minhas portas, diz sorrindo e de forma ternurenta para o empregado solicito: “trate bem da minha carroça!” ao que invariavelmente respondem:”está em óptimo estado, tomara muita gente ter um carro como este!”. Eu incho de orgulho!
Pelo meu interior passaram duas gerações, a última é um pouco mais nova e mais afoita, as minhas portas têm sempre que ficar bem trancadas, com os fechos especiais que tenho bem camuflados. Muitos móveis, muita malas, muitas compras, muitos quatro patas, muitas plantas, muita terra, muita gente, tenho transportado no meu interior e nunca deixei ninguém ficar indisposto, excepto o Freddy mas esse vomita e faz xixi em qualquer carro…
O que gosto mais é de “voar” com ela, sentimo-nos ambos livres, em longas viagens conta-me muitos segredos, diz como se sente e por vezes trauteia uma canção, disso não gosto muito desafina como nunca se ouviu. Confia em mim!
Já estou no inverno da vida, na 2ªfeira fui atacado por um vírus e adoeci, estou mesmo bastante doente. Ontem fui rebocado e estou num parque donde partirei ainda hoje, num grande camião, para Lisboa, vou ser observado pelo meu doutor, o qual me vê uma vez por ano e me leva a um hospital, onde me têm considerado um velhote apto para todo o serviço. Sei que neste momento um jovem Fiat tomou o meu lugar, provisoriamente, não fiquei ciumento, nem ficarei se for substituído por um outro jovem qualquer, sei que chega um tempo em que lhes temos que dar o lugar, talvez tenha chegado a minha hora de partir…

De algo tenho a certeza, esta ligação de duas décadas criou entre nós dois, laços muito profundos , sei que ela jamais me esquecerá…

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O CASINO

Encontro-me durante esta semana afastada dos meus lugares habituais, “vim a banhos” como um Amigo me disse. Contrariamente ao que ele possa dizer, não penso tomar banho no mar, embora passeie na praia. Vim para descansar, ler, pensar, passear, elaborar projectos, … não exactamente pela ordem descrita.
Encontro-me perto de um casino e como na 2ªfeira tive a visita (in)esperada do meu filho fomos “visitá-lo” à noite.
Como todos sabem, um casino é um local onde se pode jogar a dinheiro, nas slot machines, na roleta, no blackjack e outros jogos de fortuna e azar. Mas será que todos sabem que o cálculo de probabilidades de ganhos nos demonstra que o mais favorecido é o próprio casino.

Estive pela primeira vez junto de uma roleta, parece impossível? É verdade! Não fui lá para jogar, fui para observar…
É impressionante ver o rosto de quem leva o jogar a sério, os jogadores compulsivos. Caras fechadas reveladoras de grande sofrimento, movimentos desajeitados, direi que hesitantes...Um homem “saltou-me” à vista, “corria” de uma mesa para a outra em alternância, de modo que quando uma roleta parava, ele já estava a jogar na outra, não parava e era ver as mãos dele trementes colocando as fixas.
Recordei-me nesse momento das “24 Horas da Vida de uma Mulher”*de Stefan Zweig, nele li a descrição pormenorizada de um jogador, observado pelos olhos de uma mulher, e do afloramento de temas como a obsessão, a compulsão e a impulsão que acabaram por atirar com essa mulher para um acto repentino de paixão
Em “O Jogador” de Fiódor Dostoiévski também podemos encontrar o homem jogador compulsivo. A história acaba com a principal personagem num enorme conflito, não saber se deve gastar o dinheiro, dado por um amigo, para ir para junto da mulher que ama, e que se encontra afastada na Suíça, ou se o deve gastar na roleta.

Observei gente colada às slot machines sem as largavam nem para comer, comiam mesmo ali. Levavam as sandes e as bebidas à boca, maquinalmente com uma mão, e com a outra iam carregando no botão da infernal maquineta ou puxando uma alavanca, em movimentos bruscos, sem darem um pouco de atenção que fosse, ao que estavam a ingerir. O acender de cigarro atrás de cigarro, era totalmente mecanizado.

O que leva homens e mulheres a ficarem completamente hipnotizados por não sei bem o quê? Penso que jogam mais pela acção de jogar do que pela hipótese de ganhar, essa acção traduzida pela busca incessante de apostas e riscos cada vez maiores que continuem a provocar a excitação desejada.

Então porque revelam rostos tão tristes, tão macilentos, tão sem vida, tão apagados?

*O livro é pequenino, um conto, que se lê num repente... não dá para parar! Vale bem o pouco tempo que se “gasta” a lê-lo, digo eu…

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

CICLOS DE VIDA

*Hoje acordei a pensar que mais um ano civil se aproxima do fim e tudo isto porque, desde o Neolítico o Homem sente necessidade de contar o tempo para o ajudar a sobreviver. Hoje o tempo comanda as nossas vidas, num rodopiar que nos entontece, mas não protege a nossa sobrevivência, pelo contrário, torna-a frágil e torna-nos famintos dele.
O fim do ano de 2009 aproxima-se, isto no nosso calendário, o calendário Gregoriano, existente desde o século XVI mas não adoptado pelo mundo inteiro .
O que se altera no último dia deste mês e o que se muda depois, em termos de VIDA? Exactamente o mesmo que se altera do último dia de um qualquer mês, de um qualquer ano, para o dia 1 do mês seguinte.
Mas o homem adora comemorar estes ciclos temporais, precisa de ter referências. Não fujo à regra!
Sei que há cerca de uns anos pesava menos 15 quilos e sei por que engordei. As carências afectivas dos últimos anos, as desilusões, as pressões exercidas sobre mim, levaram-me a consumir açúcar em excesso sob a forma de chocolates. No reverso há algo de benéfico, não me atulho de medicamentos e durmo lindamente sem necessitar de drogas químicas.
As minhas formas físicas estão mais roliças mas não atingem ainda as proporções das figuras da pintura da Renascença e sobretudo do Barroco. Rembrandt, Rubens, David e Renoir não olhariam para mim duas vezes.
Os homens da minha geração, possivelmente também não, apreciam mais, meninas em que se desbastaram as ancas, o rabo e as coxas, como eu faço com uma lixa à porta da minha arrecadação, que incha no tempo húmido, e se recusa a fechar.
Actualmente "recuperaram-se" os peitos fartos, à vista num decote profundo, à boa maneira das damas medievais, mesmo que esses peitos estejam plenos de silicone.
Aqui já terei um pequeno lugar, os meus seios não são muito opulentos, têm um tamanho razoável e sempre gostei de os semi-expor em grandes decotes, tenho um colo bonito que a pouco e pouco, eu sei, se irá transmutando de acordo com o meu ciclo de vida, por enquanto ainda ficam bem a entrever-se.
Estarei numa fronteira temporal? Devo estar!
Espero ter a serenidade e o bom senso de não me tornar ridícula com a idade.
Mesmo que se queira ou não, a vida é cíclica, os factos, os acontecimentos repetem-se, não exactamente do mesmo modo, mas integrados no espaço, no lugar, e no tempo.
Quantos livros já li, com histórias em que o âmago é exactamente o mesmo? Mudam as personagens, muda o local, mudam os pormenores.....mas o "resto" está lá!
A própria História é cíclica!
My God! Como divaguei! Como deixei os meus pensamentos navegarem nestas linhas mal alinhavadas.
São horas de me dedicar a algo mais útil.

*Texto adaptado do VOO DAS PALAVRAS de que sou autora, escrito em Dezembro de 2008

"A verdadeira função do homem é viver, não existir. Eu não gastarei os meus dias tentando prolongá-los. Eu vou usar o meu tempo." - Jack London