terça-feira, 7 de janeiro de 2014

TERCEIRA IDADE

Estou na terceira idade dizem aqueles que se sentem velhos, estou no inverno da vida dizem outros, eu digo que estou na estação das colheitas…


quinta-feira, 23 de maio de 2013

REMODELAÇÃO







BLOGUE EM REMODELAÇÃO

PROMETEMOS SER BREVES

sábado, 11 de maio de 2013

DOÇURA OU DIABRURA CXIX

Cá estou eu, em fim de semana, desta vez ouvindo o chilrear dos pássaros, sinal que estou toda "arrebitada"! Dá forte mas rapidamente se desvanece. E foi também, rapidamente, que a semana passou voando!

Claude Monet
CAMINHAR

Caminhava na rua
descalça mas nua
corria nas nuvens
voava com o vento
num sopro do tempo.
Mas era feliz
porque era menina.

Habitava as estrelas
das fadas mais belas
namorava com o mar
com as ondas baloiçando
os cabelos voando.
Mas era feliz
porque era menina

Também era flor
uma esperança, rancor
de não ser valente
queria ser princesa
e foi sempre "Teresa".
Mas era feliz
porque era menina.

Às vezes coração
outras solidão
nascera contente.
Sonhava? Vivia?
Nem ela sabia.
Mas era feliz
Porque era menina.

Maria Idina Morgado Carvalho
Autora incluída na colectânea "Incomensurável" (poesia) coord. de Ângelo Rodrigues, 13 autores, Ed. Minerva,2000

AGORA CHEGOU A ALTURA DE ENVIAR BEIJINHOS EMBRULHADOS COM RECOMENDAÇÕES PARA UM FIM DE SEMANA APROVEITADO AO SEGUNDO, COM MUITOS SORRISOS E COM SOL NO CORAÇÃO!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

SILÊNCIO

Estou sentada na salinha do meu Refúgio, não oiço nada lá fora, está um silêncio tão grande que me chamou a atenção, que me desviou da leitura que estava fazendo e me fez abrir o computador , colocá-lo sobre o colo, coisa rara de acontecer, normalmente faço-o sentada a uma mesa e fez emergir do meu eu interior, uma vontade imensa de registar o que sinto.

Porque não oiço os cães da aldeia? Porque não oiço vozes indistintas? Porque não oiço o vento? Este silêncio acalma-me mas temo-o! Será possível acontecerem estas duas situações tão antagónicas?

Não estou surda, acabei de ouvir a minha voz! Falo muitas vezes em voz alta, será que gosto assim tanto de me ouvir? Será que me sinto só, eu que sou gregária e raramente estou sozinha? Estarei a ficar senil? Não me parece!
A solidão forçada também me atemoriza, espero nunca a vir a sentir na vida.

“ O silêncio é de ouro” diz o povo e é, é-o quando o “barulho” serve para “agredir” quer com poluição sonora, quer com palavras carregadas de hipocrisia, de agressividade, de falsas promessas… Hoje este silêncio não é de ouro, é de chumbo, pesado e cinzento…

terça-feira, 30 de abril de 2013

NAMOROS

A I. com metade da idade que tem hoje

Há alguns meses, enquanto o sol nos visitava, numa esplanada de um café da aldeia que me acolhe, esporadicamente há 37 anos, debaixo de dois plátanos, tratados de modo a crescerem só para os lados e ligados entre si, eu e a minha neta I., conversávamos, conversa de mulheres, como costumo dizer,…
Não prometo que o diálogo tenha sido exatamente assim, não ficou gravado, mas vai ficar escrito na sua essência.

-Ó vó, sabes que há muitos namorados na minha escola?
-Sim? E tu namoras? (eu sabia que ela dizia que namorava o G. e que este tinha “ocupado o lugar” de outro G.)
-Ó vó, não é isso, são muitos outros!
-Quais outros?
-Olha a professora (?), namora com o professor F!
-Como é que sabes?
-Vi-os de mãos dadas! Mas a “não sei das quantas” gosta do “não sei dos quantos”, o (?) gosta da (?) (…) e a D. e a A. gostam do G.
-Do G.? Mas esse não é o teu namorado?
-Pois é! Mas eu enfrentei-as (sic) …

A minha cara que se tinha mantido com um esgar de seriedade, perdeu-o totalmente, dei uma sonora gargalhada que fez virar a cabeça a todos os que estavam na esplanada, foi incontrolável…

A conversa não ficou por aqui mas eu cheguei ao "ponto" a que queria chegar.

A  I. anda no 1ºciclo numa escola pública e vai lá ficar mais uns aninhos, vejo-a como uma criaturinha que ainda há pouco deixou de usar fraldas, achei este “enfrentei-as” como um marco que, enquanto tiver memória, nunca mais esquecerei.

domingo, 28 de abril de 2013

DOÇURA OU DIABRURA CXVIII

Pormenor de uma tela que pintei há dias
Porque  hoje é domingo, um fim de semana quase a terminar, com um feriado que o antecedeu e outro quase a chegar, não o quis deixar sem que aqui fique marcada a minha presença com a rubrica deste espaço temporal.
O tempo voltou a fazer-nos uma partida, o frio e o vento instalou-se .... penso no Outono! Vivemos num espaço de ilusão



ILUSÕES

.O teu sorriso poisou, por mero acaso à minha porta.
num bater de asas morno.
Vieste na nudez da tua graça de menino
na sedução macia, esguia
do teu dar, do teu ser e do teu estar.
De ti, só sabia o medo 
de seres pássaro livre.
Trazias-te por descobrir.
De mim, só sabias talvez,
a beleza do instante
de todos aqueles instantes que tu captas.
Ilusões...
Descobri o mundo por detrás do teu olhar.
Era belo o teu mundo, mas não me enfeitiçou
Tu és só desejo, nada alma.
Tu és só loucura, nada calma.
Respiras, 
como se nos teus lábios passasse
todo o azul dum corpo de mulher...
e nada descobriste deste lado de cá
do oceano onde navego
Não quiseste o sol da minha porta
Eu não quis o rodopio do teu voo.
Ensinaste-me a ousadia no olhar
quis mostrar-te a ousadia no sentir.
E depois, mais nada.
Só o voo fascinante e casual
daquele pássaro azul na noite
qual flash embriagado de prazer.

Vera Faria (Histórias de Amor ???)

O TEMPO ESTÁ A "INCOMODAR-ME", PRECISO URGENTEMENTE, DE CAPTAR ENERGIA CÓSMICA, MAS ISSO NÃO ME IMPEDE DE VOS DESEJAR UM DOMINGO RECHEADO DE DOÇURA, UMA DOÇURA SEMELHANTE A BEIJOS DADOS COM CARINHO E AMIZADE!

PARA TODOS OS MEUS BEIJINHOS EMBRULHADOS!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

ABRIL

PORQUE HOJE É ABRIL





Fotografias de Alfredo Cunha "retiradas" do livro 
O DIA 25 DE ABRIL DE 1974
76 FOTOGRAFIAS
E UM RETRATO
(editora Contexto)


" Eu a comandar um esquadrão de carros de combate pela Avenida da Liberdade abaixo...havia de ser bonito" Salgueiro Maia para Baptista da Silva, ambos oficiais da 9º companhia de comandos "Os Fantasmas".
 
" Com o despertar da manhã, são centenas as pessoas que observam boquiabertas o desfile da coluna em direcção ao Terreiro do Paço. Também os agentes da autoridade que estão de serviço na via pública hesitam entre facilitar a passagem da coluna ou interceptá-la a ordens do comando. O mesmo comando que ignorara, às três da madrugada, um alerta da polícia de Santarém, informando que saíra da Escola Prática um significativo contingente militar. A resposta de Lisboa é tranquilizadora: "Não se preocupem com isso. São manobras, não é nada connosco" António de Sousa Duarte, "Salgueiro Maia-Um Homem da Liberdade, Edições ASA.

(...)

ABRIL "existiu" não podemos deixar que grande parte das liberdades que neste dia foram conquistadas, sejam apagadas da MEMÓRIA!