domingo, 31 de janeiro de 2010

(IN)SANIDADE

Ontem regressei, como quase todos sabem, de uma excelente semana passada no sul do nosso país, cheguei calma, cheia de genica, de planos, de necessidade de me movimentar... Esplendorosa como se pode ver pela foto em anexo (tirada no início do Verão de 2008). Tinha umas tarefas, não muito subtilmente, atribuídas pela minha filha, como podem comprovar nos comentários da “Doçura ou Diabrura XVIII”. Aliás quando li tantas recomendações, lembrei-me da minha Amiga Tela, que num dos seus posts, referiu um episódio muito engraçado, no qual descrevia, uma situação mais ou menos assim; depois de ter recomendado ao marido: “faz isto, mais aquilo, não te esqueças de aquele outro…tens que pensar em”… , quando ela atarefada, se preparava para sair porta fora, ele serenamente perguntou-lhe: “mais alguma coisa Madame?”.
A “ideia” está cá, embora as palavras exactas não estejam, estou certa querida Tela?

Cheguei por volta da hora do almoço, depois de ver os meus “queridos” e entregar à piolhita uma encomenda que ela me tinha feito, uns ténis da Kitty, cor-de-rosa a brilharem, “pirosos", "super pirosos", mas que a deixaram com um sorriso de orelha a orelha.Levei a tarde a arrumar roupas e a iniciar a tarefa de organizar a festa de anos do meu J.. Já tenho o protótipo do convite, está para aprovação da “madame”, da minha “patroa”.

Finalmente sentei-me para teclar, e entre as múltiplas coisas que fiz com o teclado, incluí a consulta ao meu correio. Entre os diferentes e-mails, abri um enviado por um querido Amigo, intitulado “Sinfonia em Negro”, aqui ... deu-se uma reviravolta no meu interior, fiquei sonhadora, nostálgica até, com uma vontade louca de dançar, mas não de uma dança solitária, uma dança acompanhada, num local onde outros pares também deslizassem…
Fiquei desperta! Fiquei a sonhar acordada! E como não me costumo deitar sem ter sono, fiquei a pé (sentada no sofá da sala) até quase às 3 horas da manhã. Aproveitei para ouvir música e para ler um pouco mais.
Não sei o que interagiu com o meu subconsciente, o que sei foi que tive pesadelos e deles lembro-me de algumas partes. Sonhei que a parede sobre a minha cama era toda forrada a azulejos brancos, tapados por um pano azul muito claro, e que um dos azulejos estava a soltar-se, preocupada retirei-o, mas encontrei por baixo um saco plástico que continha peças de vestuário de bebé, o meu filho que entretanto apareceu, não faço ideia de onde, disse-me que eram roupas dele e deviam ter sido ali colocadas pelo pai. Escavando mais a parede vi que era um “depósito” de vários objectos, rapidamente passei a estar acompanhada por um psicólogo (também não sei como) que aparecia muito na televisão, não sei se ainda aparece, íamos num comboio, que me disse que por 40 contos me explicava o porquê desses objectos estarem escondidos. Fiquei muito zangada insurgi-me contra (???)… não me lembro de mais nada.

Quando acordei e não há muito tempo, veio-me à memória que faz hoje três anos que fiquei viúva.

Alguém me pode ajudar a interpretar o meu sonho sem ter que pagar 40 contos, até porque já não uso contos, uso euros…

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

DOÇURA OU DIABRURA XVIII

Buá! Buá! Buá! A minha semaninha de perna ao léu, termina hoje. Amanhã logo de manhã aí vou eu, de volta ao meu Refúgio e aos bracinhos dos meus amores (às vezes uns monstrinhos”).
Adorei a semana, o sol visitou-me todos os dias! Não tive tempo para fazer tudo o que tinha programado, mas até gosto que isso aconteça para não me sentir muito “compartimentada” Conheci uma jovem senhora, pela qual senti logo empatia, e com a qual penso que vou estabelecer laços de amizade, adorei a sua gentileza, a sua suave beleza, a sua inteligência, a sua capacidade de lutadora, o seu conhecimento do saber o que quer da vida… e melhor do que tudo com idade para ser minha neta. Com ela, tenho a certeza, vou aprender muito…
E eis que vos vou deixar com a rubrica de fim-de-semana

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"Queres saber com quantos beijos me satisfaria, Lesbia?
O número de grãos de areia entre os túmulos dos antigos senhores da Líbia e os templos onde o Egipto adora Júpiter sob a forma de carneiro.
O número de estrelas que observa as aventuras de amor furtivo da humanidade, enquanto a noite por elas em silêncio passa. Tal número satisfaria o teu Catulo enlouquecido.
O que não se pode contar não pode ser um número infausto."
Catullus (c.84-54ª.C.), POEMA VII
PARA TODOS, UM FIM-DE-SEMANA COMO MAIS DESEJAREM, VIVIDO EM PLENO!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

UMA AVENTURA NA...

Hoje acordei particularmente bem-disposta, levantei-me às 7 horas da manhã e decidi ir até Lisboa.
E fui! O dia começou a ficar lindo! O Sol foi subindo sorridente no horizonte! O IC 19 não estava mau de todo, "prometi-me" não permitir que nenhum mau condutor me perturbasse e cumpri.
Fui até à casa de Benfica, arrumei e desarrumei umas tantas ou quantas coisas, enfiei um chapéu na cabeça, encavalitei uns óculos escuros no meu belo nariz de traça romana e lá fui eu, até aos saldos do Corte Inglês, pensando e repensando que só devia ir ver, mexer, apalpar e não comprar. Pois sim! Apaixonei-me por uma camisa de noite e respectivo robe, lindos de morrer, amor à primeira vista, não resisti e... comprei-os. Não fiquei por aqui, entrei no Cub del Gourmet e não me contive, bolachas de cerveja, não as via há séculos e tanto eu como a Ana adoramo-las, pimba cesto e depois mais umas coisinhas...

Como estava muito perto, fui até à Livraria da XXXX, para um pequeno bate-papo com a D. M. e para adquirir o último dicionário de Língua Portuguesa, já com o famigerado Acordo Ortográfico. A Livraria estava encerrada e tinha um aviso a convidar a subida ao 6ºandar, não me fiz rogada. Lá fui eu com o à vontade que sempre me caracterizou mas que ultimamente tem andado por outros locais. Encontrei um patamar com as portas envidraçadas fechadas com código de acesso, tal não me desmotivou, para que servem as campainhas? Atendeu uma senhora (?) com cara de poucos amigos e começou por não perceber ou fingir que não percebia o que eu queria. O defeito não foi meu, eu sei explicar-me bem, possivelmente por enquanto. Indicou-me a porta em frente. Aí sim! Surgiu um senhor, o senhor A., que fez os possíveis, e quase os impossíveis, para agradar e não perder a cliente, neste caso, "je".

A partir daqui foi uma aventura e tanto, não havia ninguém para ir até à Livraria, ninguém sabia nada de nada, vende não vende, com recibo sem recibo, a dinheiro, com cheque, com cartão,....eu ia dizendo, vou-me embora, volto noutro dia, pago de qualquer maneira (salvo seja!) e o incansável senhor, gentil, educado e simpático lá foi, qual atleta saltador de barreiras, ultrapassando os vários obstáculos. Chegou a altura de me levantar da cadeira, que amavelmente me tinha sido oferecida, e entrar no elevador, descendo até ao 2º andar para se ir buscar a chave e ....o recibo.
Rés-do-chão, rua, porta da Livraria, a 1ª, porque a 2ª na abria, ou melhor depois abriu, quando chegou o recepcionista e outro funcionário. Dentro da loja lá se procurou o dicionário que eu pretendia e após alguma busca lá se encontrou, paguei em dinheiro, trocadinho até ao cêntimo, agradeci ao senhor A., ele confessando-me que era a primeira vez que fazia "aquilo" e eu pensando também eu, também eu. Despedi-me com um aperto de mão e um sorriso bonito, sim porque eu tenho um sorriso muito bonito.
Penso que o senhor A. ficou muito feliz, por ser útil e foi, foi mesmo um empregado exemplar, zelou pelo bom nome da Editorial, preocupou-se e foi educado. Que pena outros não lhe seguirem o exemplo!

Mas, há sempre um mas, comprei a 1ªedição e não a 2ª, que era a pretendida! Fico com esta, não a vou trocar, coitado do senhor A., depois de ter que me aturar! Mas não vou desistir de comprar a outra!

Muito me diverti! Mas que "casa" desorganizada!

Este texto encontra-se no meu “O VOO DAS PALAVRAS” de que já vos falei. Esta “aventura” verídica, aconteceu a 11 de Fevereiro de 2009. Enviei uma cópia a um responsável desta Editorial, até hoje não obtive resposta e mais, a secção de marketing que me enviava as “novidades” que iam saindo, deixou de contactar comigo, eu que era cliente deles desde 1972…
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Ainda há quem se queixe de que os negócios vão mal… a tratarem clientes fidelizados desta maneira, o que é que esperam???

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

MODELO EXCLUSIVO

A Invisível auto convenceu-se que é uma vampe, (a)vamp(irou-se) e decidiu que só podem fazer comentários no seu blogue quem se apresentar com traje formal, como não sou de modas (ou sou?) venho mostrar-lhe que não deixo os meus “créditos” por mãos alheias e que vou continuar a perturbá-la com a minha “elegância” inata (estou um bocadinho para o cheiinho, mas isso não interessa nada).
A modelo que ostenta o fato de gala da figura, sou EU, como podem verificar pela “prova”estampada no braço esquerdo. Nele é visível a ligadura com tala imobilizadora do meu pulso, o que retira um pouco do chique, por isso fiquei com um dilema (podia ser pior, podia ser um trilema): o uso “dela” ou a minha ausência no jantar do Comandante. Optei por usá-la!
Nos cruzeiros é costume haver, pelo menos, dois jantares em que é solicitado aos passageiros o uso de trajo formal, eu já usei umas 5 vezes este vestido na Noite do Comandante e tenho outra túnica semelhante em feitio, mas toda preta, que “modifico” com acessórios que vão desde o mais naif ao mais sofisticado, assim “mato” diversas noites, mesmo as informais.
O vestido túnica é meu e será muito difícil existir outro no Mundo igual. Porquê? Porque foi feito por mim e pintado a meu gosto(?) por uma pintora da aldeia que leva muito barato. É certo que “borrou” o tecido e que teve que pintar as pétalas em queda, queda essa que tive que “travar” caso contrário o vestido, pelo gosto da pintora, teria ficado atapetado de pétalas.
No meu projecto de “estilista” caseira o vestido teria ficado apenas com uma faixa pintada.

Junto croqui do modelo para que as meninas percebam que se podem ter peças exclusivas sem grande dispêndio material, o tecido é o velhinho marrocan ( não faço a mínima ideia se é assim que se escreve) de seda .
Com tudo, não cheguei a gastar 100euros. As pulseiras, que vêem no braço direito não estão lá por pura exibição, uso-as, ou outras equivalentes, em grande número para disfarçar a enorme cicatriz que tenho nesse braço, que vai desde o pulso até à articulação do braço com o antebraço.
"Não há bela sem defeito… "

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Será que a Invisível não me deixa entrar no seu cantinho por não achar que tenho "perfil" para tal ou por pura "inveja"? Terrível problema... esta noite sou capaz de ficar com insónias, só a pensar nisso...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

AVÓS

No post NAMORISCANDO, a Calendas reparou que o atrevidote era um cunhado (não no sentido legal da palavra, era apenas namorado) da que estava a ser catrapiscada (a minha avó materna), acontece que esse Senhor Castro com esta “gracinha”, o conteúdo do verso do postal é um mimo de palavras sedutoras, com tanta sede de beber pelo pote, foi à “vidinha” dele…as manas tanto a minha avó, como a minha tia-avó Felismina não acharam graça nenhuma à “brincadeira”.
Mas o destino, o acaso, … o que lhe queiramos chamar, prega partidas às pessoas. Havia algo que estava “escrito” no destino de ambas.




Não tenho dados para saber as datas, tenho apenas a certidão de casamento da minha avó Adelina com o meu avô Francisco a 21 de Março de 1917.

Tudo seria normal se nesta data ele não fosse viúvo da minha tia-avó Felismina, que morreu de parto, deixando um rapaz, o maroto do meu tio Zézito o qual veio a falecer perto dos oitenta anos. Este conheci-o bem, um belíssimo contador de histórias, criativo como poucos na elaboração de “partidas” com imensa piada, uma pessoa de um charme e de uma alegria contagiante, mas péssimo a lidar com dinheiro… dele e dos outros. Adorava-o e a família perdoava-lhe tudo. Tenho histórias dele hilariantes que um dia vos contarei, foi o pai da minha prima Maria Georgina.
O casamento dos meus avós durou apenas até 1923, altura em que terminou tragicamente com a morte do meu avô que se suicidou. Jogo e mulheres destruíram e alteraram o destino de várias vidas, pois deste casamento nasceram 4 filhos.
E agora vem o “melhor” ou o “pior” da história: O meu avô Francisco era tio das mulheres. O meu bisavô era meio-irmão do meu avô, por parte da mãe, e bastante mais velho do que o irmão. Como houve problemas familiares com o 2º casamento do meu trisavô, relativos aos apelidos de família, o meu avô Francisco está registado com dois nomes que diferem em dois apelidos. Na própria certidão de casamento estão registados ambos.
Na certidão de casamento dos meus pais também onde diz "filha de" lêem-se os dois nomes do meu avô
Coisa bizarra, mas real! Tenho documentação a comprová-lo!
Há pormenores que se repetem em várias gerações, penso que apenas damos por eles por estarmos mais atentos, acredito que haja famílias com histórias muito semelhantes.


E não hei-de eu ter nos meus genes uma certa dose de loucura…

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

UM CHAPÉU

Este não é O chapéu do ”acordo” que fiz com a Invisível este, é um dos meus chapéus de Verão e tem uma história.
Como avó que me prezo de ser, não quero que os meus netos fiquem apenas com a ideia de que sou uma pessoa repressiva, que até sou, não permito o não cumprimento de certas regras básicas. Sou ( ou penso ser uma avó atenta) que não gosta de passar a vida a ralhar e procuro nas brincadeiras e nos passeios que faço com eles, vestir-me de um modo que os fascine e sentirem que sou, por vezes, um pouco exótica…
Faço algo semelhante no jardim, por onde tenho espalhados pequenos duendes, fadinhas, trols, moinhos de vento, … e em alguma decoração da casa, sei que eles ficam fascinados com as descobertas que vão fazendo.
Numa tarde de Verão há uns quatro anos, coloquei este chapéu na cabeça (uso-o poucas vezes na aldeia) com os olhos à mostra, não fechados e tapados como vêem na fotografia e encetei uma caminhada pela aldeia com o meu neto. Já não me lembro o que levava vestido mas devo ter usado uma das minhas longas túnicas. Quando saía ao fechar a cancela, verifiquei que a minha vizinha do lado direito, estava no jardim e que me observava com um ar perfeitamente estarrecido. Cumprimentei-a e para a sossegar, na aldeia ainda hoje, ao fim de 33 anos, sou alguém envolta num certo mistério, expliquei-lhe que queria que os meus netos guardassem de mim a ideia de uma pessoa divertida e um pouco avessa a convenções. Ela ouviu-me atentamente e eu com o J. iniciámos o nosso passeio, fomos até uma fonte natural “perdida” no mato e mostrei-lhe os antigos tanques que se em encontravam e encontram em péssimo estado de conservação. Fingimo-nos “exploradores” e divertimo-nos com várias “descobertas”.
Quando regressei, ao entrar em casa, alguém me chamou, era a tal vizinha que sorridente me disse: “D. Teresa, a N. (a filha um pouco mais velha que o meu neto) perguntou-me se eu a tinha visto e sem esperar a minha resposta disse-me : a avó do J. ia tão LINDA!”

Tenho ou não razão para pensar como penso ?

domingo, 24 de janeiro de 2010

FUGA

Dá-me um prazer imenso fazer isto, “fugir “ sozinha dentro do nosso país, porque para fora já não me atrevo.
Com ou sem antecedência, marco um hotel ou um apartamento, de preferência este último e, ala que aí vou eu, ou melhor, aqui venho… Desta vez o apartamento já estava reservado desde a altura do grande Acontecimento, voltei ao lugar do “crime”. O meu filho acompanhou-me e está cá durante este fim-de-semana.
Estou a começar a pensar no Turismo Rural… Deve ser mais aconchegante, mais familiar…enfim, logo se vê…
Alinhavando estas palavras na varanda, de um sexto andar, quase sobre o mar, ao levantar os olhos vejo-o e a um barco a entrar na marina.
A serenidade que se abate sobre mim faz-me acreditar que estou noutro espaço, num mundo paralelo. O silêncio é quase total, oiço o desfazer das ondas e o sussurrar do vento embora não o sinta, os pardalinhos que em Novembro me visitavam não apareceram ainda.
Durante esta semana deambularei pela praia, lerei, visitarei duas amigas, uma que mora aqui em Albufeira, outra em Almancil e procurarei meditar, deixar o meu espírito espraiar-se pelas veredas da mente. Deverei tomar decisões, uma já está tomada e combinada com a minha “cria”, iremos visitar a cidade do Porto, num fim-de-semana um pouco mais prolongado, ficaremos alojados no “Tiara”. Esta “cria” precisa de espairecer, o divórcio está-lhe a dar muitas “dores de cabeça” e a mim também, por arrastamento… Ele ficou encarregue de tratar de tudo, tem que se tentar ver se é possível assistirmos a um espectáculo.
Voltando à semana que aqui pretendo passar não vos vou esquecer, tenho até uma vaga impressão que estou a ficar “viciada”e isso de vícios já não me agrada muito.
Ontem quando cheguei verifiquei que me faltava um cabo no carregador do PC, enquanto não consegui comprar outro, não descansei, comecei a pensar na semana sem computador e isso deixou-me mais agitada do que deveria…
Sei que sou uma pessoa privilegiada por poder fazer estas “fugas”, nem todos, mesmo que queiram muito o podem fazer. Não se esqueçam no entanto, que já não sou jovem e que tive que fazer opções para poder chegar à idade da reforma e me sentir livre em muitos sentidos…
Estou grata à Vida por me permitir tal!
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A imagem foi retirada do livro "por uma pitada de sal" de Miguel Barbosa , é uma fotografia do quadro com o nome "A fuga", pintado pelo mesmo, em acrílico sobre papel.
Miguel Barbosa nascido a 23 de Novembro de 1925, é pintor, poeta, romancista, dramaturgo e paleontólogo. Academicamente é ou deveria ser "economista".