sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

DOÇURA OU DIABRURA LXXI

Após uma sexta-feira, um sábado e um domingo bem preenchidos, variados e animados, seguiu-se uma 2ªfeira para esquecer, um amigo de que muito gosto magoou-me muito, faltou à sua palavra, eu ainda estou em ressaca ..., este incidente fez com que esta semana se passasse “maoa”, nem má, nem boa.
Como “tristezas não pagam dívidas” vamos tratar da Doçura ou Diabrura deste fim-de-semana.

No Jardim de Renoir (Pierre-Auguste)


(????)
Porque amar não é só viver em função de alguém
Amar é querer esse alguém
Amar é sentir esse alguém
É não pensarmos nos porquês, nos senão

Porque amar não pode ser coacção, nem prisão
Mas sim evasão e liberdade

Porque amar é voltar a sorrir, a sentir, a SONHAR

AMAR
Quatro letras singelas que de ti podem fazer alguém diferente,
Alguém que quer, que luta, que VIVE

A alegria de voltar a amar,
É exactamente essa
Saber que apesar de tudo continuas a ter
Essa faculdade
De amar e ser amado.
Natércia Moura da Fonseca, inPoiesis, vol. V (Editorial Minerva)

E ASSIM CHEGÁMOS A MAIS UM FIM-DE-SEMANA QUE SE DESEJA MUITO BEM VIVIDO!
PARA TODOS: DIVIRTAM-SE, PREGUICEM, AMEM,... E FAÇAM O FAVOR DE DEIXAR A PORTA ABERTA, SE POSSÍVEL ESCANCARADA, PARA QUE A FELICIDADE POSSA ENTRAR!

BEIJINHOS EMBRULHADOS PARA TODOS!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

SER PROFESSOR

No ano lectivo de 96/97, na escola onde leccionava e era coordenadora e responsável pelos Cursos Nocturnos, comemorou-se o Dia Mundial do Professor (dia 7 de Outubro). Promoveram-se várias actividades entre as quais uma exposição levada a cabo por professores a alunos destes cursos e por iniciativa de duas colegas minhas.
Uma brochura com o título o professor de A a Z surgiu como resultado da sensibilidade de uma das professoras citadas…penso dar-vos a conhecer o seu conteúdo mas noutra altura e repartido.
Hoje dou-vos a conhecer algumas frases, ditas por professores, que foram publicadas no jornal de parede elaborado por alunos desses cursos.

Pintura de Salvador Dali

À pergunta “o que é ser professor?” surgiram as seguintes respostas:

“Ser professor é levar alguém a desbravar caminhos, a avançar em Mundos reais e fictícios”

“Ser professor é trocar valores, sonhos, sentimentos e emoções”

“Ser professor é privilegiar o educador ao instrutor”

“Ser professor é soltar alguém e deixar voar”

“ O professor é um actor que deve despertar sentimentos e emoções”

“Professor é alguém que deve saber mais do que aquilo que ensina”

“ O professor é um transmissor da arte de viver”

“Ser professor é fazer crescer”

“Ser professor é, acima de tudo, uma multiplicidade de saberes, sendo o maior deles, a humildade de reconhecer que ainda tem muito que aprender e que, por isso, sem cessar, «Il faut cultiver son jardin»”

“(…)é levarmos até ao limite das nossas capacidades, «ajudar» os outros a tornarem-se pessoas (…)”

"Ser professor é empurrar os jovens rumo às cidades do futuro"

"Ser professor é partilhar vivências, saberes e emoções"

"Ser professor é transmitir conhecimentos, ajudar a crescer interiormente, preparar para a vida, fazer despertar para os problemas do quotidiano e transmitir valores, num mundo em permanente mudança."



Nota: Atendendo à especificidade do post, não vou responder individualmente a cada um dos vossos comentários, por isso, desde já, os meus BEIJINHOS EMBRULHADOS PARA TODOS!

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

SILÊNCIO

Estava cansada, tão cansada! Há muito que andava numa luta constante para alcançar um almejado silêncio. Guardou todos os seus anseios no baú das recordações …fechou-o com um cadeado que atirou para o lago, deitou-se na espreguiçadeira debaixo do caramanchão coberto por glicínias, aspirou o perfume emanado pelos seus cachos de flores lilases. Sentindo-se descontraída tentou escutar o silêncio…não conseguiu…ouvia o bater ritmado do seu coração…

domingo, 6 de fevereiro de 2011

SEM SOFRIMENTO

O sol surgiu no horizonte, primeiro tímido com um acordar lento, depois esplendoroso, em toda a sua plenitude de um sol de Primavera, quase Verão.
No meu jardim esvoaçava uma borboleta, parecia perdida, em busca de algo…
Perguntei-lhe: que procuras frágil borboleta?
- Uma flor campestre, respondeu-me ela.
Prometi que iria ajudá-la e que encontraríamos flores que nunca ninguém tinha visto. Iríamos por uma vereda, escondida nos sonhos, que nos conduziria a um AMOR sem sofrimento, protegido por uma cercadura diáfana de flores sem nome…

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

DOÇURA OU DIABRURA LXX

Acabou uma semana que de monótona não teve nada!
Ando com um pequeno problema num joelho, quando se chega à adolescência o crescimento traz alguns problemas ósseos, todos sabem isso. Depois de muito meditar fui a um hospital privado e vivi uma enorme aventura, desde me terem “trocado” o meu ortopedista por outro, até ser “acusada” de caloteira (devia 50 euros desde 2009), de tudo um pouco me aconteceu (um dia, quando estiver maldisposta relato tudinho, prometo).
Comemorei os 9 anos do meu neto mais velho (a festa ainda não acabou, amanhã há mais) e fui ao teatro com um grupo de amigas e amigos. Que mais posso desejar?
Enquanto pensam na resposta cá vai mais uma …Doçura ou Diabrura!



DOCE DESATINO

Nasci para te amar! – Quis o destino.
E para expressar tal felicidade…
Escrevo um poema em doce desatino
Para gritar ao mundo essa verdade!

Ser louca por amor é dom divino;
Jamais essa loucura é insanidade.
Façamos do amor o nosso hino
Em doce desatino a eternidade!

Vivemos no hospício essa doideira
Desatinados, talvez, por muito amar
Até que chegue a hora derradeira.

Se é desatino amar de tal maneira
Recuso da loucura me curar
E sou desatinada a vida inteira!
Fernando Reis Costa, in Intemporal (Editorial Minerva)


TODOS PARA O HOSPÍCIO (desculpem não resisti) ESTE FIM-DE-SEMANA! SEJAM LOUCOS E DESATINADOS (pelo menos por dois dias).
BEIJINHOS EMBRULHADOS A GRANEL!!!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

AS 6 ELAS 1973

A tradição das revistas ditas cor-de-rosa (na data citada o termo não existia) de eleger determinadas mulheres como "as mais qualquer coisa", já vem de longe, as minhas "arrumações" descobriram esta revista "Donas de Casa", datada de Janeiro de 1974 (era quinzenal).
Observem o porquê de terem sido eleitas, o porquê de terem sido colocadas em destaque...

Actualmente "as mais" destacam-se pelos mesmos motivos ou haverá algumas diferenças?
Gostava de conhecer a vossa opinião!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

MULHER GRÁVIDA

A minha permanência mais tempo em Lisboa tem-me permitido andar a remexer e a organizar as minhas papeladas, os meus livros, as minhas fotografias, as minhas recordações, …entre as fotos encontrei a que publico e que me enche o coração, gosto de a contemplar…

A minha face com a “dentuça arreganhada” é uma expressão minha (vejo-a em muitas fotografias) quando abraço alguém com muita vontade, muito carinho, muito amor. Revi-me na minha filha quando, durante longos nove meses, esperei ansiosamente pelo meu primeiro neto*…
Sou mulher e fui “uma grávida” mais do que uma vez…
Quando me cruzo com uma, sinto-a bela na sua plenitude … Uma ternura imensa emana de mim, apetece-me abordá-la, abraçá-la e acariciar-lhe o ventre (não entrem em pânico, sou um pouco louca mas não muito, consigo controlar esse ímpeto e não ando para aí a “apalpar” mulheres grávidas) .
Sinto carinho e admiração, vejo-a para além do físico, do seu enorme ventre protector, de um ventre que silenciosamente durante um espaço de tempo estabelecido desde os primórdios da humanidade, trabalhou sem parar, sem se cansar, sem se queixar, tal como um laboratório perfeito criado por Alguém!
Gosto desse ventre bem modelado visível aos olhos de quem o contempla… vejo-o como um milagre de VIDA!
Numa grávida para além da “beleza nome”vejo a “beleza adjectivo”. Uma beleza que se repete infinitamente mas que é sempre única e digna de admiração. Ela deixa de ser mulher, sem o deixar de ser, é uma ESTRELA, uma pedra preciosa pertença do Universo.
Perante ela sinto-me pequenina, comovo-me e, mais do que nunca, lamento não ser poeta para lhe dedicar um poema,… o POEMA!

*Este "neto" faz amanhã 9 radiosas primaveras