sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

QUE ACONTECEU?

Para se poderem digerir "os pecados" e antes de começarmos a "pecar" mais, uma pequena pausa.

QUEM SE LEMBRA E QUER CONTAR A HISTÓRIA?
Se não sabem, se não se lembram, se ainda não tinham nascido, eu conto. Prometo.











quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

IRA

“Ira furor brevis est! “ Horácio

Já fui dominada pela ira, por duas vezes, não sinto orgulho disso mas não me arrependo (li uma frase semelhante a esta, no blogue do Marquês, que me fez pensar bastante)!
Vou relatar uma dessas situações que considero pouco dignas numa adulta com a responsabilidade que sempre me caracterizou. Durante cerca de um terço da minha vida profissional oficial, dediquei-me ao ensino especial , mais concretamente à deficiência auditiva. Como todos devem saber, os surdos profundos chegam a determinados anos de ensino desfasados na idade, ou seja quando um aluno ouvinte entra para o actual 5º ano, com 9, 10 ou 11 anos, o surdo profundo começa a frequentar esse ano, em média com os 14. Há ou havia turmas em que se tentava a integração com alunos ouvintes, então para que não houvesse uma grande disparidade nas idades, muito notória nesta faixa etária, os alunos ouvintes eram invariavelmente, aqueles que davam problemas disciplinares e que se tinham atrasado nos anos escolares.
O Paulo hoje um respeitável pai de família na casa dos trinta e bastantes anos, era muitíssimo indisciplinado, pouco habituado a cumprir normas. Eu que me caracterizo por ter sido uma professora com “rédeas” que apertava ou soltava mais, consoante o andar da “carruagem", sempre consegui aguentar o Paulo num limite de “normalidade” comportamental e interesse pela disciplina que leccionava. Quem passasse pelos meus alunos, enquanto aguardavam a minha entrada, sabiam que a professora que ia entrar era eu. A turma tinha-se habituado a aguardar por mim junto à sala, sem fazerem barulho e sem se empurrarem, não se portavam como “selvagens”.
Há um dia, há sempre um dia em que se pode perder a compostura…
A sala era no primeiro piso e ficava mesmo sobre a desembocadura de uma escadaria ampla, dos últimos degraus via a entrada, nesse dia enquanto a subia, vi o Paulo a empurrar vários colegas e a puxar os cabelos a uma.
Abordei-o pelas costas e com a minha mão direita, puxei-o para o meu lado, dando ordem de entrada aos restantes alunos, eis quando, pelo “canto do olho” vejo o Paulo com a mão direita dele a ameaçar que me batia, perdi a cabeça, quando dei por mim já lhe tinha dado uma potente bofetada… e lembro-me de ter pensado: “Maria Teresa pára! Tens que parar!” E parei embora me apetecesse confesso, desancá-lo… Não o deixei entrar na sala e solicitei a presença de um responsável pelo aluno.
Esta história teve um final feliz para todos, os pais do Paulo, gostavam de mim, sentiam que eu era uma das professoras que estava verdadeiramente interessada no filho, que o estava a ajudar a moldar-se e a crescer social e culturalmente. “Ele até tinha passado a gostar de ir para escola, já não fugia e … até já gostava de Matemática!”
O incidente foi sanado rapidamente e o Paulo passou a estar muito menos irrequieto nas aulas.
O Paulo e a família moram perto da minha casa de Lisboa, por isso sei que ele continua a pensar que a minha atitude foi a adequada, no entanto eu preferia não ter passado por este incidente, tenho consciência que esta e a outra ocasião em que perdi totalmente a “cabeça”, foi um caso isolado e que tiveram por base uma provocação que nunca previ. Aprendi a lição e nunca mais permiti que provocações deste tipo, me fizessem ripostar com violência. Não posso dizer que “desta água não beberei”, mas sei que no dia-a-dia, não sou uma pessoa agressiva nem por palavras nem por actos.

Agora chegou a altura de serem vós os juízes! Aguardo a vossa sentença!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

O "CARVÃO" DOS REIS

Desejando que todos passem um excelente Dia de Reis, para não o esquecermos vou escrever um pouco sobre ele.

OS REIS MAGOS
Diz a Sagrada Escritura
Que, quando Jesus nasceu,
No céu, fulgurante e pura,
Uma estrela apareceu.
Estrela nova ... Brilhava
Mais do que as outras; porém
Caminhava, caminhava
Para os lados de Belém.
Avistando-a, os três Reis Magos
Disseram: “Nasceu Jesus!”
Olharam-na com afagos,
Seguiram a sua luz.
E foram andando, andando,
Dia e noite a caminhar;
Viam a estrela brilhando,
sempre o caminho a indicar.
Ora, dos três caminhantes,
Dois eram brancos: o sol
Não lhes tisnara os semblantes
Tão claros como o arrebol
Era o terceiro somente
Escuro de fazer dó ...
Os outros iam na frente;
Ele ia afastado e só.
Nascera assim negro, e tinha
A cor da noite na tez :
Por isso tão triste vinha ...
Era o mais feio dos três !
Andaram. E, um belo dia,
Da jornada o fim chegou;
E, sobre uma estrebaria,
A estrela errante parou.
E os Magos viram que, ao fundo
Do presépio, vendo-os vir,
O Salvador deste mundo
Estava, lindo, a sorrir
Ajoelharam-se, rezaram
Humildes, postos no chão;
E ao Deus-Menino beijaram
A alava e pequenina mão.
E Jesus os contemplava
A todos com o mesmo amor,
Porque, olhando-os, não olhava
A diferença da cor ...
Olavo Bilac


Segundo o evangelho de São Mateus, os três Reis Magos, Gaspar, Belchior e Baltazar, vieram do Oriente, guiados por uma estrela, adorar o Deus Menino em Belém, e oferecer-lhe ouro, incenso e mirra.
"Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra, cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, um resumo do evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações respeito do significado das dádivas dadas por eles. O ouro representa a realeza (providência divina para sua futura fuga do Egipto, quando Herodes mandou matar todos os meninos de Belém até dois anos de idade). O incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus assim como a fumaça sobe ao céu (Salmos 141:2). A mirra, resina anti-séptica usada em embalsamamentos desde o Egipto antigo, remete-nos ao género da morte de Jesus, o martírio, um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19: 39 e 40), estudos no Sudário de Turim encontraram estes produtos.” ( in, Wikipedia(adaptado))


No dia 6 de Janeiro, comemoramos o Dia de Reis e é usual comermos bolo-rei, um bolo que não vou descrever porque todos o conhecem, com ou sem fava, com ou sem brindes.
Aqui mesmo ao lado, os nossos vizinhos espanhóis dão a este dia um relevo muito diferente de nós.
Começam a festejá-lo no dia 5 em várias cidades com cortejos, “A Cavalgada dos Reis”, em que desfilam os três Reis Magos, montados em camelos ou usando carros alegóricos, seguidos por um séquito de pajens e de outros personagens mais ou menos exóticos, que perante o olhar extasiado das crianças distribuem caramelos.
Além deste tipo de festividade, os espanhóis distribuem os presentes, não como nós tradicionalmente o fazemos na Noite da Consoada ou na manhã do Dia de Natal, mas na noite de Reis ou durante este dia.
Há no entanto uma tradição da qual tomei conhecimento recentemente, através da Calenda, quando escrevi o texto A SUBSTITUTA , que me interessou bastante.
Em Espanha por aquilo que me apercebi, os “Reis Magos” têm um papel análogo ao do “Pai Natal” na quadra natalícia.

Quando as crianças não se portam bem, não devem receber presentes, pois uma das coisas exigidas pelos Reis Magos, é o bom comportamento e a prática do bem. Para os que não cumprem esta regra, os reis não trazem presentes, trazem outra “coisa”... Na manhã do dia de hoje, estes meninos encontram um carvão. Mas como os Reis Magos, não são maus, o carvão oferecido é doce, é um bolo, que todos podem comer, crianças e adultos, mas que no entanto é um sério aviso para a necessidade dos que o recebem, mudarem o seu comportamento.

Eu não mereço um carvão mas tenho pena de não poder provar um!

Obrigada Calenda , sem o material que me facilitaste, não me tinha lembrado de escrever este texto.

AVAREZA

“Que é a avareza? Viver sempre na pobreza pelo receio da pobreza” São Bernardo

Não penso que seja avara! Avaro. Forreta. Unhas-de-fome. Mão-de-finado. Sovina. Mão-de-vaca. Mesquinho. Miserável. Somítico. Pão duro. Todos estes qualitativos não se coadunam com o meu modo de encarar a vida

“Sou feliz vivendo assim,
Sem dinheiro pra gastar,
Preocupar-se é tão ruim
Que pode até desandar!

Desandando o tirocínio,
Desestrutura a postura,
Perde-se todo domínio
Próprios duma criatura!

Pelo menos um pecado
Não levarei, com certeza,
Um dos piores! Coitado

De quem se foi a pureza,
Posto que foi dilacerado
Pelas garras da avareza!”

José Rosendo

O que mais se pode aproximar deste pecado é o prazer que sinto em saborear chocolates e que me leva a ter a atitude que passo a relatar.
Gosto muito de oferecer “beijinhos embrulhados” principalmente sob a forma de peças feitas por mim, elas levam pedacinhos do meu tempo, pedacinhos da minha vida.
Há uma coisa que não partilho, os chocolates que compro PARA MIM ou que me são OFERECIDOS. Não fiquem muito admirados, podem ficar apenas um bocadinho, eu explico!
Desde muito garota que o faço, quando recebo ou compro um chocolate não o devoro… ou guardo-o inteiro mas sei que está ali ou guardo-o e vou-o comendo aos bocadinhos, é talvez qualquer coisa que se pode comparar aos viciados que dizem não o ser por tabaco, sabem que têm à mão cigarros se necessitarem deles e perdem totalmente a cabeça quando vão em busca de um e não encontram nada…
Pessoalmente fico histérica quando isso me acontece, quando pensando que tenho ali o meu rico chocolatinho, chego ao sítio e puf!, não está lá, levou sumiço… Em contrapartida o meu lado generoso, sim, sou bastante generosa, dá-me bastante prazer no partilhar, dou os chocolates que me pedirem mas,… por favor, não comam o MEU.
Actualmente, esta situação não acontece com frequência, era muito vulgar quando ainda vivia com os meus pais e o meu irmão que comia os dele e” roubava-me” os meus.
Com a saída dos filhos de casa e a morte do marido isto já quase praticamente não acontece.
Tenho sempre chocolates e outros doces em casa para os meus netos, o que de vez em quando faz com que a Ana Rita me repreenda (como se eu me ralasse muito com isso) mas que, de vez em quando, também os devora, para depois me acusar de eu a fazer pecar. Eu? Quem é que tem que ter força de vontade para não os comer?

E agora qual de vós tem o dinheirinho, as patacas, os tostõezinhos debaixo do colchão ou fechados a sete chaves num cofre? Qual de vós é um Tio Patinhas ou um Mister Scrooge?

domingo, 3 de janeiro de 2010

LUXÚRIA

A Luxúria ao contrário do que alguns pensam não tem a ver com luxo.
Luxúria é: desejo não contido ou prática desenfreada do prazer sexual, é concupiscência, é lascívia, é corrupção de costumes, é sexualidade extrema, é sensualidade extrema…
Também pode ser exuberância de vegetação ou viço, mas estes não são pecados e aqui estamos a falar de pecados…
E agora? Como vou descalçar esta bota? Porque me meti nesta de falar nos pecados capitais? Não posso fugir, caso contrário não sou a “valentaça” que penso que sou, vá! Cá vou eu!
Ufa! Já escrevi umas tantas ou quantas linhas. Isto é o que se chama “encher chouriços”.

Dionísio espreita, nas sombras da noite, duas presas já suas conhecidas, nunca as tinha unido mas naquele momento era o que mais desejava.
Ambos encontram-se não interessa onde, num bar, numa pastelaria, num antro escuro, …num local de caçada.
Reconhecem-se sem se conhecerem, possuem o faro dos predadores, olhares trocados sem se tocarem, sinais camuflados, e sem uma palavra um segue o outro, entram num carro, arrancam bruscamente, com destino predestinado por um deles.
Dionísio está deliciado e proíbe Eros de interferir, este amuado parte, vai juntar-se a um casal que há pouco conheceu e que se está beijando.
Um quarto de hotel, uma alcova, um lugar resguardado de olhares indiscretos. Fechada a porta ambos se desnudam precipitadamente, não conhecem o corpo um do outro nem isso lhes interessa, o desejo carnal embriaga-lhes os sentidos, retira-lhes a visão, aguça-lhes o desejo, tochas acesas incendeiam-lhes as carnes, agarram-se em fúria como animais com cio, os lábios nunca se tocam, mas percorrem os corpos suados, caem sobre o leito, e numa mistura de braços, mãos, pernas, ventre, língua, seios, pénis, vagina, pélvis, … atacam-se selvaticamente, sem se preocuparem com o prazer partilhado, arranham-se, mordiscam-se, rebolam, esgrimem-se, lambem-se, … procurando desfrutar ao infinito aquele momento de loucura, de insanidade, do prazer pelo prazer, proferem não palavras doces, palavras de amor, insultam-se e das suas bocas saem obscenidades, isso excita-os, excita-os muito e, num clima de lascívia total e sem alma, atingem o orgasmo…
De imediato ele levanta-se, veste-se atabalhoadamente e tresandando a sexo, sai porta fora sem olhar sequer para a adversária e simultaneamente cúmplice de tais prazeres. Ela prostrada, cansada, num leito desfeito pela luta feroz ali travada, levanta-se, olha-se ao espelho, observa a sua nudez e sorri, sorri com sensualidade, sente-se completa, realizada, sem amarras, toma um duche que lhe causa volúpia, veste-se, retoca a maquilhagem e sai, olhando para trás, para os destroços de mais uma noite de luxúria e novamente sorri…
Dionísio está prenhe de satisfação, esfrega as mãos e ensaia uns passinhos de dança, estes dois ofereceram-lhe mais uns louros para coroarem a razão da sua existência, não o defraudaram e ele sabe que noutro dia, noutros dias, eles serão novamente presas e predadores com outras presas e outros predadores, porque estes dois, … jamais se voltarão a encontrar.

Nunca fui levada à prática desenfreada do prazer sexual mas já fui levada à prática do mesmo prazer, tirando a palavra desenfreada. A sensualidade atraí-me. Não consigo idealizar o sexo sem um pozinho que seja de sensualidade.
A luxúria nasce da paixão e uma paixão desenfreada pode levar à ira (Krishna) e a ira pode conduzir à violência (infiro eu)
Nunca senti nada disto.
O que já senti descrevi aqui .

E agora qual de vós já cometeu este pecado? Quem tem coragem de falar nele? Não se façam rogados…

Dionísio e Eros aguardam as vossas respostas para vos observarem, para vos acompanharem, para vos protegerem… ou não. Sabe-se lá!

sábado, 2 de janeiro de 2010

DOÇURA OU DIABRURA XIV

FIM-DE-SEMANA e mais uma DOÇURA OU DIABRURA

As aves fazem-no. Os percevejos também. Mesmo as bolas de snoocker e as lesmas o fazem. Mas só tu e eu o fazemos por amor. Desde as origens de "alimentar com beijos", o beijo evoluiu para além do imperativo de nutrição, através de rituais tribais primitivos, passando pelos trovadores, pelo amor palaciano e por Hollywood, sobrevivendo en route a proibições religiosas, ligas anti-beijos e cheiro a alho para se tornar o que é hoje, a expressão mais perfeita de amor entre dois seres humanos.
Rosemarie Jarski

UM ÓPTIMO FIM -DE-SEMANA PARA TODOS!
Preparem-se para um lonnnnnnnnnngo mês...

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

CAMPO DE GIRASSÓIS

Comparo a minha vida a um campo de girassóis, eles representam tudo o que a vida me deu de bom. E é o girassol a flor escolhida porque sou uma filha do Verão, não apenas por ter nascido nesta estação do ano, mas porque tal como eles, eu procuro viver virada para o sol, em busca de luz, de prazer, de bem-estar. Receber os raios do sol na minha pele desnuda aquece-me, alimenta-me, faz-me renascer, causa-me volúpia, …

No entanto esse campo para se manter bonito tem que ser cuidado, muito cuidado, porque entre os seus caules nascem ervas daninhas e outras plantas portadoras de espinhos. Cuidadosamente eu vou-as retirando, algumas tornam-se úteis, alimentam e tornam mais fortes os meus girassóis.
Com o nascimento deste meu blogue, pé ante pé, tal como o João Pestana, surgiram os ladrões de girassóis. Difíceis de apanhar os malandros, actuam na calada da noite, quando eu amorosa e languidamente me aconchego nos braços de Morfeu.
Não entendo porque são tão atraídos pelas minhas flores, não precisam de as roubar, de as espezinhar, de as desfolhar, peçam-mas que eu ofereço-as mas com a condição de continuarem a ser bem cuidadas.
As plantas daninhas e as portadoras de espinhos nem sempre são fáceis de retirar e há alturas do ano em que elas proliferam e proliferaram a uma velocidade tal que eu só as consigo vencer com a ajuda dos que me rodeiam.
Tal fenómeno acontece com demasiada incidência no mês de Dezembro. Eu luto mas elas estão cá e alteram o “meu estar” na vida, alteram o meu sorriso e a minha boa disposição… Neste mês, ao longo de diferentes anos, Tânatos visitou três amigos no Dia da Consoada e no dia 28 um filho por nascer, noutro dia 28 de um outro ano, Vulcano quis conhecer-me, e visitou a minha casa … só Asclépio foi benevolente ajudou-me, amparou-me, guiou-me e não permitiu que Tânatos ousasse tocar-me.
Dezembro é o mês em que gostaria de fugir, passar o Natal numa casa solarenga de turismo rural, sem ninguém conhecido, acolhida no seio de uma família com calor humano, alimentar o espírito com histórias não ouvidas, observar pessoas unidas pelo espírito natalício e ser uma delas, ainda que tudo isto tivesse uma certa encenação por parte dos anfitriões, brincaria ao fazer de conta. A felicidade aqui não teria cabimento, ou teria? Só experimentando! Porque não o faço? Porque tenho uma família que amo e que me ama, porque tenho um círculo de amizades que me abre os braços para me receber. Se eu “desaparecesse” nesta época a minha filha (principalmente ela) “morreria” de desgosto …e eu, possivelmente, também me arrependeria! Talvez a solução seja levar a família mais chegada comigo…
Sinto que sou tonta em reviver tudo isto durante grande parte do mês de Dezembro, mas vem-me ao consciente, por muito que não queira. Talvez seja o equilibrar dos pratos da balança que é a vida, pois a quadra natalícia foi uma das épocas que mais alegria me dava num passado que ficou bastante para trás.

Por isso confesso: a vossa presença neste meu espaço, principalmente durante esta quadra, foi um bálsamo para a minha alma, minimizou e muito, toda a dor causada pelo ferimento destes espinhos.Ri-me convosco, distraí-me a ler os vossos blogues e os vossos comentários. Por mim e para vós, relembrei com prazer cenas caricatas da minha vida e voltei a rir-me perdidamente enquanto as escrevia. Não sabem quanto vos estou grata!

AMO-VOS!




PS: Aos que danificam ou querem danificar as minhas flores, apareçam! Não sejam cobardes, mostrem a cara, eu ofereço-as e até posso indicar-vos o caminho para chegarem até elas, sem necessidade de se ferirem, de me ferir e de as danificar… A maldade, o embuste e a maledicência, não são gratuitas, mais tarde ou mais cedo chega a conta para ser cobrada.