QUEM SE LEMBRA E QUER CONTAR A HISTÓRIA?
Se não sabem, se não se lembram, se ainda não tinham nascido, eu conto. Prometo.





OS REIS MAGOS
Segundo o evangelho de São Mateus, os três Reis Magos, Gaspar, Belchior e Baltazar, vieram do Oriente, guiados por uma estrela, adorar o Deus Menino em Belém, e oferecer-lhe ouro, incenso e mirra.
"Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus: ouro, incenso e mirra, cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, um resumo do evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações respeito do significado das dádivas dadas por eles. O ouro representa a realeza (providência divina para sua futura fuga do Egipto, quando Herodes mandou matar todos os meninos de Belém até dois anos de idade). O incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus assim como a fumaça sobe ao céu (Salmos 141:2). A mirra, resina anti-séptica usada em embalsamamentos desde o Egipto antigo, remete-nos ao género da morte de Jesus, o martírio, um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19: 39 e 40), estudos no Sudário de Turim encontraram estes produtos.” ( in, Wikipedia(adaptado))
No dia 6 de Janeiro, comemoramos o Dia de Reis e é usual comermos bolo-rei, um bolo que não vou descrever porque todos o conhecem, com ou sem fava, com ou sem brindes.
Aqui mesmo ao lado, os nossos vizinhos espanhóis dão a este dia um relevo muito diferente de nós.
Começam a festejá-lo no dia 5 em várias cidades com cortejos, “A Cavalgada dos Reis”, em que desfilam os três Reis Magos, montados em camelos ou usando carros alegóricos, seguidos por um séquito de pajens e de outros personagens mais ou menos exóticos, que perante o olhar extasiado das crianças distribuem caramelos.
Além deste tipo de festividade, os espanhóis distribuem os presentes, não como nós tradicionalmente o fazemos na Noite da Consoada ou na manhã do Dia de Natal, mas na noite de Reis ou durante este dia.
Há no entanto uma tradição da qual tomei conhecimento recentemente, através da Calenda, quando escrevi o texto A SUBSTITUTA , que me interessou bastante.
Em Espanha por aquilo que me apercebi, os “Reis Magos” têm um papel análogo ao do “Pai Natal” na quadra natalícia.
Quando as crianças não se portam bem, não devem receber presentes, pois uma das coisas exigidas pelos Reis Magos, é o bom comportamento e a prática do bem. Para os que não cumprem esta regra, os reis não trazem presentes, trazem outra “coisa”... Na manhã do dia de hoje, estes meninos encontram um carvão. Mas como os Reis Magos, não são maus, o carvão oferecido é doce, é um bolo, que todos podem comer, crianças e adultos, mas que no entanto é um sério aviso para a necessidade dos que o recebem, mudarem o seu comportamento.
Eu não mereço um carvão mas tenho pena de não poder provar um!
Obrigada Calenda , sem o material que me facilitaste, não me tinha lembrado de escrever este texto.
“Que é a avareza? Viver sempre na pobreza pelo receio da pobreza” São Bernardo
E agora qual de vós já cometeu este pecado? Quem tem coragem de falar nele? Não se façam rogados…
Dionísio e Eros aguardam as vossas respostas para vos observarem, para vos acompanharem, para vos protegerem… ou não. Sabe-se lá!

No entanto esse campo para se manter bonito tem que ser cuidado, muito cuidado, porque entre os seus caules nascem ervas daninhas e outras plantas portadoras de espinhos. Cuidadosamente eu vou-as retirando, algumas tornam-se úteis, alimentam e tornam mais fortes os meus girassóis.
Com o nascimento deste meu blogue, pé ante pé, tal como o João Pestana, surgiram os ladrões de girassóis. Difíceis de apanhar os malandros, actuam na calada da noite, quando eu amorosa e languidamente me aconchego nos braços de Morfeu.
Não entendo porque são tão atraídos pelas minhas flores, não precisam de as roubar, de as espezinhar, de as desfolhar, peçam-mas que eu ofereço-as mas com a condição de continuarem a ser bem cuidadas.
As plantas daninhas e as portadoras de espinhos nem sempre são fáceis de retirar e há alturas do ano em que elas proliferam e proliferaram a uma velocidade tal que eu só as consigo vencer com a ajuda dos que me rodeiam.
Tal fenómeno acontece com demasiada incidência no mês de Dezembro. Eu luto mas elas estão cá e alteram o “meu estar” na vida, alteram o meu sorriso e a minha boa disposição… Neste mês, ao longo de diferentes anos, Tânatos visitou três amigos no Dia da Consoada e no dia 28 um filho por nascer, noutro dia 28 de um outro ano, Vulcano quis conhecer-me, e visitou a minha casa … só Asclépio foi benevolente ajudou-me, amparou-me, guiou-me e não permitiu que Tânatos ousasse tocar-me.
Dezembro é o mês em que gostaria de fugir, passar o Natal numa casa solarenga de turismo rural, sem ninguém conhecido, acolhida no seio de uma família com calor humano, alimentar o espírito com histórias não ouvidas, observar pessoas unidas pelo espírito natalício e ser uma delas, ainda que tudo isto tivesse uma certa encenação por parte dos anfitriões, brincaria ao fazer de conta. A felicidade aqui não teria cabimento, ou teria? Só experimentando! Porque não o faço? Porque tenho uma família que amo e que me ama, porque tenho um círculo de amizades que me abre os braços para me receber. Se eu “desaparecesse” nesta época a minha filha (principalmente ela) “morreria” de desgosto …e eu, possivelmente, também me arrependeria! Talvez a solução seja levar a família mais chegada comigo…
Sinto que sou tonta em reviver tudo isto durante grande parte do mês de Dezembro, mas vem-me ao consciente, por muito que não queira. Talvez seja o equilibrar dos pratos da balança que é a vida, pois a quadra natalícia foi uma das épocas que mais alegria me dava num passado que ficou bastante para trás.
Por isso confesso: a vossa presença neste meu espaço, principalmente durante esta quadra, foi um bálsamo para a minha alma, minimizou e muito, toda a dor causada pelo ferimento destes espinhos.Ri-me convosco, distraí-me a ler os vossos blogues e os vossos comentários. Por mim e para vós, relembrei com prazer cenas caricatas da minha vida e voltei a rir-me perdidamente enquanto as escrevia. Não sabem quanto vos estou grata!
AMO-VOS!
PS: Aos que danificam ou querem danificar as minhas flores, apareçam! Não sejam cobardes, mostrem a cara, eu ofereço-as e até posso indicar-vos o caminho para chegarem até elas, sem necessidade de se ferirem, de me ferir e de as danificar… A maldade, o embuste e a maledicência, não são gratuitas, mais tarde ou mais cedo chega a conta para ser cobrada.