segunda-feira, 22 de abril de 2013

PETRA


A Petra, uma das minhas amigas de 4 patas, partiu ontem à noite, dela e dos seus e meus amigos já neste cantinho "falei"!
No seu papel de espia
Quem gosta de animais, principalmente daqueles que convivem connosco, sabem bem o que se sente quando partem e das saudades que ficam. Saudades que se vão diluindo com o passar dos dias e com outras ocorrências da vida. Com esta partida isso vai acontecer mas, simultaneamente, um alívio imenso é sentido por mim, era uma pastora alemã que sofria de epilepsia (doença bastante vulgar nesta raça) , embora cuidadosamente medicada, tinha ataques violentíssimos precisando, algumas vezes, de ajuda veterinária pois feria-se com alguma gravidade. Entretanto, com o avançar da idade apareceu-lhe displasia da anca, tinha que tomar analgésicos, mesmo assim havia dias em que a andar arrastava as patas traseiras e via-se-lhe o sofrimento nos olhos.
Partiu! Deixou os meus netos chorosos! Eu fiquei um pouco triste! Este ano pela altura das férias dos seus donos, o meu serviço de babá de cães, terá menos um elemento. O Freddy  (o mijão) e o Ruca (o ciumento) ficaram sem a sua protetora! Para mim vai ser mais fácil, não há a “prisão” dos medicamentos e os "outros" posso trazê-los para ficarem comigo, escuso de ficar em casa da minha filha.
Já não precisarei de fingir que ela era ferocíssima, fechando-a no canil, quando alguém desconhecido, encarregue de algum serviço, entrava na propriedade, Ela conhecia bem todas as deixas dessa cena! Eu puxava-a pela coleira, ela olhava para mim, talvez pensando; esta está tola, eu sou tão obediente, basta dizer-me “casa” que eu vou sem ser preciso agarrar-me!
Era muito dócil, muito cuidadosa com as crianças e com os outros dois cães, muito mais pequenos do que ela.
Para os meus netos esta é o primeiro animal de que se despedem, vai marcá-los, mas será sem dúvida uma lição de vida!

sábado, 20 de abril de 2013

DOÇURA OU DIABRURA CXVII


As minhas Doçura ou Diabrura andam um pouco afastadas do objetivo do seu nascimento, dar a conhecer poetas portugueses menos conhecidos e que falem de afetos, com incidência no AMOR e, aproveitando a boleia, deixar os meus "cumprimentos" de fim de semana.

Como os meus livros de poesia foram passar o inverno a Lisboa e ainda não regressaram para o Refúgio, uso o "material" que tenho à mão...
 Hoje as palavras são minhas!

"Sentir uma mão apertando a minha, uma mão que acaricie o meu rosto, o meu corpo,... É uma doçura! É uma diabrura! 
Não foi qualquer mão foi a  "mão"! A tua mão! Que saudades tenho dela, mão bonita, mão de homem, mas sempre tão suave no toque! Ficavas tão embebecido quando eu te as elogiava... 
O Amor nasce sem  nos apercebermos do momento exato, no entanto,recordo-me bem, quando te conheci e   as vi, que tive um desejo imenso de lhes tocar,  uma atração que não foi fatal... uma atração que se tornou árvore, uma árvore com muitos ramos, muitas folhas, muitas flores  e  que deu frutos !


As mãos são como borboletas, devem esvoaçar  em suaves toques!" Maria Teresa


HOJE PERDI-ME EM DEVANEIOS PELO PASSADO! DURANTE ESTE FIM DE SEMANA PERCAM-SE TAMBÉM NOS VOSSOS!

BEIJINHOS EMBRULHADOS EM PAPEL A REFLETIR  OS RAIOS DO SOL QUE, NESTE MOMENTO, ME AQUECEM O CORPO E O CORAÇÃO!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

NÓS

Claude Monet

Neste poste as “ palavras” não são minhas, mas gostava de as ter sabido escrever. Vieram diretamente da minha Amiga poeta, a Maria Dolores Piteira, que tem sido referida neste cantinho.
Ao lê-lo, senti que em poucas palavras ela nos descreve em ligação com o mundo que nos condiciona.


           


Reinventar


                Crescemos
                e nos resguardamos.
                É a solução,
                porque os tempos são lentos na mudança
                e o mundo é uma força
                inusitada,
                bruta e perdida
                que, nem sabe porque está aqui.



               Talvez à procura de flores.
               Mas nos passos planta desertos
               e no olhar solidões.


               O mundo é um teatro de gestos de aparências,
               aventuras por redescobrir,
               essências de viver
               entre o pensar e o fazer
               acção condimentada da coerência
               e,
               um lugar por reinventar.




                                         M. Dolores Piteira

                                            16/04/2013


Querida Maria Dolores, agradeço a honra que me dá por me  oferecer poemas seus inéditos e permitir que os "use"!
Bem-haja!
Maria Teresa

domingo, 14 de abril de 2013

ESTAR LIVRE

Renoir
Ela aproxima-se do motorista de táxi, parado nas chamadas “praças” e interroga: Está livre? Ele responde sim ou não! Se estiver livre ela acomoda-se no banco traseiro, caso contrário parte em busca de outro, motorista e táxi.
Ela entra num parque de estacionamento e verifica se há um lugar livre para estacionar o carro, nunca lhe passaria pela cabeça estacionar num lugar já ocupado, não é tão tola como às vezes parece.

O “estar livre” ou “ser livre” pode não ter uma definição quando ligada a ações humanas, pensa ela. Mas pensa mais … ninguém é totalmente livre, a vida traz sempre condicionantes, todos são prisioneiros de afetos , responsabilidades, pressões exercidas pelo mundo envolvente (inclusivamente familiar), ela sente-se livre apenas pontualmente.

Ela fica confusa, sensação ultimamente bastante familiar, quando num contexto de conversa amena, com um ser virtual, muito “alongada” num curto espaço de tempo, sobre temas inócuos, mas muito centrados nos “eus” de cada um dos companheiros de diálogo, fala no “ser livre” e a resposta é habilmente desviada para um campo a “dar” para o filosófico.
Ela não entende porque é que o parceiro de diálogo, quando no meio das “pequenas confissões desvendadas”, quando até já se tinha levantado a hipótese da virtualidade poder passar a realidade, não entendeu ou fingiu não entender o que significava, naquele contexto, ser livre…

Ela não gosta de se sentir confusa! Ela é uma mulher pragmática!
Ela questiona-se e remete-se à continuação da leitura do romance que tinha começado a ler!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

DOÇURA OU DIABRURA CXVI


Devagar, para não me cansar muito, vou voltando às lides blogosféricas de que me mantive afastada por períodos intermitentes, mais e menos longos. Hoje ressuscito as DOÇURAS ou DIABRURAS  dos fins de semana, mas como os meus livros de poesia de autores portugueses, estão descansando em Lisboa, vou deixar aqui um poema bem conhecido que tenho em apontamento
Henri Matisse
O AMOR

O amor, quando se revela, 
Não se sabe revelar. 
Sabe bem olhar p'ra ela, 
Mas não lhe sabe falar. 


Quem quer dizer o que sente 
Não sabe o que há de *dizer. 
Fala: parece que mente 
Cala: parece esquecer 


Ah, mas se ela adivinhasse, 
Se pudesse ouvir o olhar, 
E se um olhar lhe bastasse 
Pr'a saber que a estão a amar! 

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente 
Fica sem alma nem fala, 
Fica só, inteiramente! 


Mas se isto puder contar-lhe 
O que não lhe ouso contar, 
Já não terei que falar-lhe 
Porque lhe estou a falar..


PARA TODOS UM FIM DE SEMANA, QUE SE PREVÊ COM SOL  (ultimamente não podemos considerar nada como certo mas…enfim!), COM ESPERANÇA NUM FUTURO MAIS SOLARENGO.
BEIJINHOS EMBRULHADOS PARA TODOS! TODOS MESMO! 

terça-feira, 9 de abril de 2013

UNHAS

 A Avó Gi que quase todos que por aqui passam conhecem, escreveu há dias um poste, sobre as unhas da gestora de conta, naquele “tom” tão caraterístico dela, um modo divertido de quem ama a vida e que de um pequeno nada, do dia a dia, consegue trazer um sorriso, uma gargalhada, alegria a quem a lê.
Por ela tenho uma enorme empatia, tenho a sensação que a conheço há muito, embora não a conhecendo pessoalmente, dedico-lhe um carinho muito especial.
Tenho-lhe amizade!

Voltando ao assunto que me faz estar a teclar, “as unhas da gestora”  cito o que foi escrito pela Gi :
de cada vez que vou ao banco falar com a minha gestora de conta venho de lá com um sentimento de culpa do tamanho da vergonha. Sabem, ela tem as unhas sempre tão bem arranjadas e grandes, que me dá uma vontade de lhe pedir emprestadas (…)”.
No comentário que lhe fiz, escrevi: “Para te roeres ainda mais, vou enviar-te uma foto das minhas por mail, mas como o “tempo é dinheiro”, ainda não sei quando o posso fazer”.


Pois bem! Hoje é o dia! Decidi não enviar a foto por mail, preferi por este meio, assim mais pessoas as podem apreciar, apreciem-nas bem, aproveitem mesmo porque é um momento muito raro da minha vida!
Porquê? Por um motivo muito simples, trago sempre as unhas bem arranjadas embora não fuja ao trabalho caseiro, à jardinagem e a outros hobbies mas… o verniz que uso é sempre da tonalidade das minhas próprias unhas!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

OS ENAMORADOS

Os Enamorados

Mudei sem dúvida alguma! Mudei formas de sentir e ver o que me rodeia, fizesse chuva ou sol, frio ou calor, nada me privava de sair de casa para praticar "atividades" ao ar livre. Com este clima doente remeto-me ao aconchego do lar e sinto-me protegida. Não fico parada, isso não! Dedico-me a diversificar as minhas atividades, não me referindo “ao brincar às casinhas” que isso sempre fiz e faço, embora tenha alguém que me ajuda nos trabalhos mais “pesados, faço aquilo que a maioria das mulheres faz, sem horários!

Agora que estou aposentada como ocupo o meu tempo? Perguntou-me outro dia o meu médico de longa data.
Sem fazer considerações sobre o que é o meu tempo, o tempo, o tempo dele, o tempo de Einstein (esta é para mostrar que conheço o génio) … respondi-lhe, esperando que ele não me tenha considerado uma enorme mentirosa: Muita coisa! Às vezes até me falta tempo para fazer mais, como algumas dessas coisas já fazia antes de estar aposentada (odeio esta palavra mas é a correta para o meu caso) ainda não compreendi bem, como pude ter tempo para ter um emprego que até tinha prioridade sobre as minhas "brincadeiras".
Passei a citar uma enormidade de “tarefas”, algumas já vossas conhecidas!
Porque estou  a falar nisto e a dizer “nada”? Simples! Foi para vos apresentar a minha última obra “Os Enamorados”!
A chuva faz-me pensar que sou "pintora", copiei uma cópia que o Renato Pereira Oliveira pintou, ele desconhece o original, porque foi um desafio que lhe fizeram. Dei-lhe um cunho pessoal que se verifica facilmente, mas a "base" penso que está lá. É quase certo que haja um pintor que tenha criado uma bela tela que entretanto deve estar  bastante alterada, felizmente, caso contrário éramos  falsificadores (quem me dera saber fazer cópias perfeitas e originais)!

 Este “quadro” faz-vos lembrar algum pintor ou alguma tela conhecida? Gostava de conhecer o verdadeiro original!