domingo, 14 de abril de 2013

ESTAR LIVRE

Renoir
Ela aproxima-se do motorista de táxi, parado nas chamadas “praças” e interroga: Está livre? Ele responde sim ou não! Se estiver livre ela acomoda-se no banco traseiro, caso contrário parte em busca de outro, motorista e táxi.
Ela entra num parque de estacionamento e verifica se há um lugar livre para estacionar o carro, nunca lhe passaria pela cabeça estacionar num lugar já ocupado, não é tão tola como às vezes parece.

O “estar livre” ou “ser livre” pode não ter uma definição quando ligada a ações humanas, pensa ela. Mas pensa mais … ninguém é totalmente livre, a vida traz sempre condicionantes, todos são prisioneiros de afetos , responsabilidades, pressões exercidas pelo mundo envolvente (inclusivamente familiar), ela sente-se livre apenas pontualmente.

Ela fica confusa, sensação ultimamente bastante familiar, quando num contexto de conversa amena, com um ser virtual, muito “alongada” num curto espaço de tempo, sobre temas inócuos, mas muito centrados nos “eus” de cada um dos companheiros de diálogo, fala no “ser livre” e a resposta é habilmente desviada para um campo a “dar” para o filosófico.
Ela não entende porque é que o parceiro de diálogo, quando no meio das “pequenas confissões desvendadas”, quando até já se tinha levantado a hipótese da virtualidade poder passar a realidade, não entendeu ou fingiu não entender o que significava, naquele contexto, ser livre…

Ela não gosta de se sentir confusa! Ela é uma mulher pragmática!
Ela questiona-se e remete-se à continuação da leitura do romance que tinha começado a ler!

sexta-feira, 12 de abril de 2013

DOÇURA OU DIABRURA CXVI


Devagar, para não me cansar muito, vou voltando às lides blogosféricas de que me mantive afastada por períodos intermitentes, mais e menos longos. Hoje ressuscito as DOÇURAS ou DIABRURAS  dos fins de semana, mas como os meus livros de poesia de autores portugueses, estão descansando em Lisboa, vou deixar aqui um poema bem conhecido que tenho em apontamento
Henri Matisse
O AMOR

O amor, quando se revela, 
Não se sabe revelar. 
Sabe bem olhar p'ra ela, 
Mas não lhe sabe falar. 


Quem quer dizer o que sente 
Não sabe o que há de *dizer. 
Fala: parece que mente 
Cala: parece esquecer 


Ah, mas se ela adivinhasse, 
Se pudesse ouvir o olhar, 
E se um olhar lhe bastasse 
Pr'a saber que a estão a amar! 

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente 
Fica sem alma nem fala, 
Fica só, inteiramente! 


Mas se isto puder contar-lhe 
O que não lhe ouso contar, 
Já não terei que falar-lhe 
Porque lhe estou a falar..


PARA TODOS UM FIM DE SEMANA, QUE SE PREVÊ COM SOL  (ultimamente não podemos considerar nada como certo mas…enfim!), COM ESPERANÇA NUM FUTURO MAIS SOLARENGO.
BEIJINHOS EMBRULHADOS PARA TODOS! TODOS MESMO! 

terça-feira, 9 de abril de 2013

UNHAS

 A Avó Gi que quase todos que por aqui passam conhecem, escreveu há dias um poste, sobre as unhas da gestora de conta, naquele “tom” tão caraterístico dela, um modo divertido de quem ama a vida e que de um pequeno nada, do dia a dia, consegue trazer um sorriso, uma gargalhada, alegria a quem a lê.
Por ela tenho uma enorme empatia, tenho a sensação que a conheço há muito, embora não a conhecendo pessoalmente, dedico-lhe um carinho muito especial.
Tenho-lhe amizade!

Voltando ao assunto que me faz estar a teclar, “as unhas da gestora”  cito o que foi escrito pela Gi :
de cada vez que vou ao banco falar com a minha gestora de conta venho de lá com um sentimento de culpa do tamanho da vergonha. Sabem, ela tem as unhas sempre tão bem arranjadas e grandes, que me dá uma vontade de lhe pedir emprestadas (…)”.
No comentário que lhe fiz, escrevi: “Para te roeres ainda mais, vou enviar-te uma foto das minhas por mail, mas como o “tempo é dinheiro”, ainda não sei quando o posso fazer”.


Pois bem! Hoje é o dia! Decidi não enviar a foto por mail, preferi por este meio, assim mais pessoas as podem apreciar, apreciem-nas bem, aproveitem mesmo porque é um momento muito raro da minha vida!
Porquê? Por um motivo muito simples, trago sempre as unhas bem arranjadas embora não fuja ao trabalho caseiro, à jardinagem e a outros hobbies mas… o verniz que uso é sempre da tonalidade das minhas próprias unhas!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

OS ENAMORADOS

Os Enamorados

Mudei sem dúvida alguma! Mudei formas de sentir e ver o que me rodeia, fizesse chuva ou sol, frio ou calor, nada me privava de sair de casa para praticar "atividades" ao ar livre. Com este clima doente remeto-me ao aconchego do lar e sinto-me protegida. Não fico parada, isso não! Dedico-me a diversificar as minhas atividades, não me referindo “ao brincar às casinhas” que isso sempre fiz e faço, embora tenha alguém que me ajuda nos trabalhos mais “pesados, faço aquilo que a maioria das mulheres faz, sem horários!

Agora que estou aposentada como ocupo o meu tempo? Perguntou-me outro dia o meu médico de longa data.
Sem fazer considerações sobre o que é o meu tempo, o tempo, o tempo dele, o tempo de Einstein (esta é para mostrar que conheço o génio) … respondi-lhe, esperando que ele não me tenha considerado uma enorme mentirosa: Muita coisa! Às vezes até me falta tempo para fazer mais, como algumas dessas coisas já fazia antes de estar aposentada (odeio esta palavra mas é a correta para o meu caso) ainda não compreendi bem, como pude ter tempo para ter um emprego que até tinha prioridade sobre as minhas "brincadeiras".
Passei a citar uma enormidade de “tarefas”, algumas já vossas conhecidas!
Porque estou  a falar nisto e a dizer “nada”? Simples! Foi para vos apresentar a minha última obra “Os Enamorados”!
A chuva faz-me pensar que sou "pintora", copiei uma cópia que o Renato Pereira Oliveira pintou, ele desconhece o original, porque foi um desafio que lhe fizeram. Dei-lhe um cunho pessoal que se verifica facilmente, mas a "base" penso que está lá. É quase certo que haja um pintor que tenha criado uma bela tela que entretanto deve estar  bastante alterada, felizmente, caso contrário éramos  falsificadores (quem me dera saber fazer cópias perfeitas e originais)!

 Este “quadro” faz-vos lembrar algum pintor ou alguma tela conhecida? Gostava de conhecer o verdadeiro original!

domingo, 31 de março de 2013

BORBOLETAS

Li, há poucos dias, no blogue do João Roque, um texto no qual ele fala de uma borboleta azul tatuada com alguma relevância, texto interessante, sintético mas intenso, relato de uma relação sexual de curta duração.

Memórias perdidas da minha vida amorosa vieram ao meu consciente e recordei ...  recordei um dia em que coloquei  uma borboleta não azul, não tatuada, mas colada, numa das minhas coxas. Era uma "estampa" semelhante a muitas que ainda, na atualidade, por aí vão aparecendo ( quem lida com crianças sabe bem como se colam e como são).
O porquê desta minha pequena " loucura"? Fácil de entender, foi usada para iniciar um jogo amoroso com o pai dos meus filhos, as crianças foram "despachadas" para casa dos meus pais, quando o meu companheiro de vida entrou em casa, começou o desafio: " o que estava a mais no meu corpo"?

O resto do episódio deixo à vossa imaginação! Cada um de vós o que faria? Não precisam de confessar (mas fico curiosa)!

Para se manter viva a chama do AMOR e da PAIXÃO temos que ser criativos e (re)criar situações, desafios, surpresas...felizmente a mim e ao meu marido, enquanto casal, amantes e amigos  isso nunca nos faltou!




quarta-feira, 27 de março de 2013

EU


Tanta coisa que tenho para dizer, por onde começar?
Os pensamentos brotam em cascata na minha mente, correm a uma velocidade inimaginável, tenho que agarrar um!

 
Falar de mim? Sim? Não? Talvez! De um modo que simbolize e simultaneamente seja uma  comemoração do meu renascimento? Quem fui? Quem sou?

 
Ninho aconchegante, folha seca caída, árvore renascida mais forte e mais fraca, chama apagada e acesa, foragida de paragens incertas e outras marcadas, tela pintada com cores brilhantes e baças, vendaval e brisa, flor orvalhada e murcha, lago de águas cristalinas e turvas, ave planando e caída por terra, mulher despida e vestida de amor, …

Fui e sou EU, outra, mais outras, … repetida vezes sem conta, em simbiose perfeita!

sexta-feira, 22 de março de 2013

DESCOBERTA

Finalmente! 
Descobri que a felicidade não se impõe, não se elabora, emerge espontaneamente na torrente que transporta o sabor da vida e entrelaça-se com AMOR e DOR.



Para todos que se têm interessado por mim, pelo meu "desaparecimento", informo que estou de excelente saúde mas com pouca vontade de "navegar", não porque não goste de todos vós,  mas porque fui atacada por um vírus de nome NOSTALGIA, que me paralisa e me impede de executar determinadas "tarefas", que não têm nada de desagradável, como é visitar-vos. 

Daqui vos envio o meu carinho e um enorme MUITO OBRIGADA!