| O meu casamento com a máquina fotografia está em crise |
Todos
aqueles utensílios que têm botões, múltiplas funções, as chamadas novas
tecnologias, me causam uma certa aversão e uma certa incapacidade de reacção.
Não gosto
de enviar mensagens, gosto de ouvir a voz de quem quero contactar, embora possa ser
por breves instantes. Quando necessário, gosto de ouvir o som do relógio
despertador, colocado no criado mudo, (gostei de chamar este nome à mesa de
cabeceira) porque programar o telemóvel para o fazer, ele pode vir a tocar uns
dias depois (já me aconteceu). Odeio telefonar para uma entidade pública e ter
que carregar em vários "botões", que me vão enviando para outros e acabar por
desligar sem ficar a saber nada de nada, nem sequer me dão um certificado de especialista no carregamento de teclas.
O Ipad, coloca-me os olhos em bico, os mails que não consigo abrir desesperam-me, as
playstation empobrecem-me a bolsa (tanto mais que não brinco com elas, servem
para me zangar com os netos quando tentam não as largar quando vão a qualquer
lado).
Deixo aqui
um registo, para a posteridade, sou uma nulidade nestas lideranças.
Mas,
vaidade das vaidades, sinto-me um “espanto” por ter conseguido fazer um Registo.
Não é das peças da Arte Sacra que mais aprecio, no entanto, tenho amigas que
até os coleccionam, nada melhor do que aprender a fazer um para depois o transformar num beijinho embrulhado.

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