Por altura da Páscoa fugi até ao
sul de Itália, iniciei o passeio em Nápoles e visitei toda a Costa Amalfitana, andei por caminhos “normais” e
pasme-se só encontrei duas rotundas! Soltei gritos de espanto!
Esta introdução foi para vos
dizer que andei pela “sola e pelo salto da bota”, aconselhar-vos o passeio, não
ligarem muito à educação dos italianos, caso contrário andam sempre a
chamar-lhes mal-educados (há muitas excepções, como felizmente, não podia
deixar de ser) e para vos falar das nossas rotundas (sem conotações políticas).
Mais do que é costume tenho
passeado de carro e não só, pelo nosso país, por estradas e estradinhas e, em
tudo que é “sítio” encontro uma rotunda, com um enorme, um médio ou um pequeno
diâmetro. Parecem ervas daninhas, nascem a uma velocidade estonteante e, por
vezes, de tal modo “tão bem sinalizadas”, que quem fica tonta sou eu por ter
que as circundar mais do que uma vez.
Rotunda das Pirâmides (em Mirandela)
Por acaso, apenas por acaso
(estou numa de humor negro, não quero insultar ninguém, esta lei é diferente
noutros países europeus), conhecem muito bem a lei que rege o modo como se
circula nas rotundas e se sai dela?
Acontece que eu conheço-a mas estou arrependida de a conhecer, sou bastantes
vezes “buzinada” ou insultada porque faço tudo como manda a lei, ainda não me
bateram e espero que não o façam porque, talvez o perito do seguro também não a
conheça e decida que eu é que sou culpada. Um motorista de táxi (onde ia como
passageira) errou, sem saber que estava a errar, apitou à condutora que
procedera correctamente. Quis tirar meças comigo quando tentei, apenas
tentei, explicar-lhe como era a lei, mas a cabeça dele era muito dura e a minha
muito frágil.
Desafio: Como é que se deve proceder?
Não se coíbam de comentar, até me podem chamar
maluca se quiserem, eu continuarei a chamar-vos queridos porque vocês o são!
E VIVA PORTUGAL O PAÍS DAS
ROTUNDAS!!!