sábado, 7 de julho de 2012

DOÇURA OU DIABRURA CII

A semana que está acabando foi pródiga em aõs, aõs,…Foi uma semana em que estive a fazer o papel de ama aos meus amiguinhos de 4 patas.
Tive os dias bem preenchidos!
Jesus Bessa

A VOZ DO TEMPO

Veio a Voz, a falar-me do tempo futuro…
E, eu disse que, ISSO, eu não queria fazer…

Mas, noutro dia, veio a mesma voz,
E disse-me:

Então, faz ISTO, se te alegra mais…

E, eu olhei para dentro de mim,
E sorri-me deste viver sonhando hoje,
Sem eu o desejar…
E disse p´ra mim:

Oxalá!...
Oxalá!...
Oxalá!...

Agora eu vivo na ilusão
De que isso acontecerá.
Maria Alice Peixoto (in Poiesis vol.XV, editorial Minerva)


DE UMA COISA TENHO A CERTEZA, NESTE MOMENTO, ESTOU A DESEJAR-VOS COM O CORAÇÂO UM FIM DE SEMANA COMO CADA UM DE VÓS SONHOU E A ENVIAR-VOS TONELADAS DE BEIJINHOS EMBRULHADOS!



quarta-feira, 4 de julho de 2012

ROTUNDAS


Por altura da Páscoa fugi até ao sul de Itália, iniciei o passeio em Nápoles e visitei toda a Costa  Amalfitana, andei por caminhos “normais” e pasme-se só encontrei duas rotundas! Soltei gritos de espanto!
Esta introdução foi para vos dizer que andei pela “sola e pelo salto da bota”, aconselhar-vos o passeio, não ligarem muito à educação dos italianos, caso contrário andam sempre a chamar-lhes mal-educados (há muitas excepções, como felizmente, não podia deixar de ser) e para vos falar das nossas rotundas (sem conotações políticas).
Mais do que é costume tenho passeado de carro e não só, pelo nosso país, por estradas e estradinhas e, em tudo que é “sítio” encontro uma rotunda, com um enorme, um médio ou um pequeno diâmetro. Parecem ervas daninhas, nascem a uma velocidade estonteante e, por vezes, de tal modo “tão bem sinalizadas”, que quem fica tonta sou eu por ter que as circundar mais do que uma vez.
Rotunda  das Pirâmides (em Mirandela)
Por acaso, apenas por acaso (estou numa de humor negro, não quero insultar ninguém, esta lei é diferente noutros países europeus), conhecem muito bem a lei que rege o modo como se circula nas rotundas  e se sai dela? Acontece que eu conheço-a mas estou arrependida de a conhecer, sou bastantes vezes “buzinada” ou insultada porque faço tudo como manda a lei, ainda não me bateram e espero que não o façam porque, talvez o perito do seguro também não a conheça e decida que eu é que sou culpada. Um motorista de táxi (onde ia como passageira) errou, sem saber que estava a errar, apitou à condutora que procedera correctamente. Quis tirar meças comigo quando tentei, apenas tentei, explicar-lhe como era a lei, mas a cabeça dele era muito dura e a minha muito frágil.

Desafio: Como é que se deve proceder?

Não se coíbam de comentar, até me podem chamar maluca se quiserem, eu continuarei a chamar-vos queridos porque vocês o são!

E VIVA PORTUGAL O PAÍS DAS ROTUNDAS!!! 

sexta-feira, 29 de junho de 2012

DOÇURA OU DIABRURA CI

Está quase a terminar mais uma semana do nosso calendário e com ela vamos dizer adeus a São Pedro que tantas partidas nos tem feito este ano.Para o ano os Santos Populares vão voltar, este ano pouco ou nada, dei por eles, até as sardinhas já não são o que eram.





Há tempos falava de amor
quando o ego me reconhecia o direito de exigir que alguém me pertencesse
e eu me desse
exausta crisálida
sou agora borboleta de luz e sombra onde me perco
sem remorsos
e o amor flutua
fina camada de ozono no céu da memória

Armando Taborda (SonhoGrafias-Universitária Editora)

PARA TODOS UM FIM DE SEMANA CHEIO DE LUZ E MUITAS CORES!
BEIJINHOS EMBRULHADOS EM PAPEL COM AS CORES DO ARCO ÍRIS!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

FADO VADIO


A perspetiva de ir jantar e passar o serão com um grupo de pessoas gentis, bem-dispostas, generosas na sua camaradagem, deu-me um certo bem-estar, traduzido por uma agitação semelhante à que sentia quando era uma jovem adulta.
Ia ser e foi um serão diferente, muito mesmo!
Por uma viela engalanada, fazendo lembrar a aproximação da época dos Santos Populares cheguei junto do lugar previamente marcado. Em poucos minutos, o grupo foi-se compondo, trocaram-se efusivas saudações e rapidamente chegou o momento de entrarmos.
No primeiro andar esperava-nos uma sala preparada para nos deliciar, servindo um jantar e presenteando-nos com um espetáculo que não era surpresa, conhecíamos o “programa”!
Estávamos ali para ouvir cantar Fado, Fado vadio, boémio, cantado principalmente por homens e mulheres que, generosamente, exprimem emoções sem fins comerciais, fazendo-o apenas por amor ao Fado.
Servido o caldo verde e o bacalhau, regado com um vinho tinto encorpado, começou o espetáculo.
O apresentador vestido a preceito, sapatos reluzentes, e um certo ar castiço, difícil de descrever, iniciou a sua função falando um pouco sobre o que ia “acontecer” e mostrando também os seus dotes de fadista.
Seguiu-lhe uma longa lista de fadistas amadores, com vários níveis de talento, com desejos sinceros de exprimir, de evocar e de partilhar emoções. Versos simples, melodias e letras tristes, sobre o mar, o amor, o ciúme, … a fatalidade da resignação e a melancolia.
A Maria Severa, o conde de Vimioso e a Amália foram evocados.
A “grande poesia” esteve ausente! Mas ouviu-se o Fado cantado pelo povo e para o povo, um Fado genuíno e ingénuo, embora eu não saiba descrever o que é o Fado!

Amália cantava:

“Perguntaste-me outro dia/ se eu sabia o que era o Fado/ eu disse que não sabia/ tu ficaste admirado/ (…)/ Amor, ciúme, cinzas e lume, dor e pecado/ tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é Fado (…)”

“O Fado nasceu um dia/quando o vento mal bulia/e o céu o mar prolongava/na amurada de um veleiro/ no peito de um marinheiro/ que, estando triste, cantava (…) (José Régio)

Eu apenas sei que o Fado descreve Portugal e os portugueses.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

DOÇURA OU DIABRURA C

Voltei a folhear os meus livros de poesia…há largos meses que não relia José Agostinho Baptista, o poema que hoje transcrevo e que já conhecia, tocou-me como se o lesse pela primeira vez, partilho-o convosco.
 

REGRESSÃO

Acendi a gardénia, o lótus, a violeta,
procurei o cedro do oriente e a dama da noite,
mas não conheci a sua beleza terrível,
o seu amor.
Bebi os chás do mundo,
malva, alecrim, alfazema e camomila.
Tinha muita sede.
Invoquei estranhos poderes, cálices sagrados,
magias.
Esperei.
Viajei em naves de ouro a caminho da lua e
sentei-me nos seus alpendres,
voltado para baixo,
para as muralhas de vidro de uma solidão sem
tréguas
E aí,
quando todas as portas se fechavam sem ruído
sobre o próprio coração,
vi a minha vida que passava ao longe,
como um albatroz a caminho do mar.
QUATRO LUAS de José Agostinho Baptista (Assírio&Alvim)

PARA TODOS UM FIM DE SEMANA COM CALOR HUMANO QB.
APROVEITEM OS DIAS AO SEGUNDO!
BEIJINHOS EMBRULHADOS PARA TODOS!

quarta-feira, 20 de junho de 2012

BONITO

Há mais ou menos um mês, sei o dia exato mas não preciso de revelar tudo, conheci-o! Não me apaixonei, nem estou apaixonada, mas gosto dele, não é muito bonito mas é bonito, é elegante, meigo e paciente. Nem calculam quão paciente é para me aturar!
“Hoje” conheço-o melhor, visitei-o, como quem não quer “nada com ele”, na quinta onde vive e passámos a encontrar-nos com alguma regularidade. Percebo que também gosta de mim, aliás é “um pinga amor”, gosta de toda a gente… finjo que não sei, caso contrário era divórcio certo, embora ainda não nos tenhamos casado.

Parem de idealizar mais histórias…o Bonito é um cavalo e eu decidi frequentar uma escola de equitação!
Ainda não monto em sela e apenas faço volteio.
Montá-lo é um momento hilariante… A minha instrutora, quer que o faça como “deve ser” sem usar “escadote” ou instrumento semelhante, logo dobro a perna esquerda, ela dá-me um impulso, eu impulsiono-me e fico literalmente atravessada sobre o Bonito, como se fosse uma princesa de contos de fada a ser raptada por um príncipe, neste caso invisível (o Bonito até é quase branco). Nesta posição de saco de batatas, rodo sobre ele fico em posição de prancha e só então ergo o tronco e deixo cair as pernas, uma para cada lado, evidentemente.

Moral da história: Nunca tinha montado um cavalo, nem sequer um burro, era um dos meus sonhos por realizar…logo nunca podia passar de cavalo para burro, agora já posso… ( e aqui paro de escrever para não falar de política)

domingo, 17 de junho de 2012

TURBILHÃO


A minha mente fervilha! O meu coração sente e fraqueja! A força anímica que me tem acompanhado ao longo de toda a caminhada pelas estradas, vielas e becos da minha vida, abandona-me mais vezes do que eu alguma vez sonhei! O barco que conduz o meu destino adornou. Sou uma viajante cansada, cansada de lutar contra correntes, marés, vendavais,…
Um turbilhão de afetos faz-me dançar ao som de uma cacofonia sem nexo.
Aguardo que alguém desligue o gramofone!