Há mais ou menos um mês, sei o dia exato
mas não preciso de revelar tudo, conheci-o! Não me apaixonei, nem estou apaixonada,
mas gosto dele, não é muito bonito mas é bonito, é elegante, meigo e paciente. Nem
calculam quão paciente é para me aturar!
“Hoje” conheço-o melhor, visitei-o, como
quem não quer “nada com ele”, na quinta onde vive e passámos a encontrar-nos
com alguma regularidade. Percebo que também gosta de mim, aliás é “um pinga
amor”, gosta de toda a gente… finjo que não sei, caso contrário era divórcio certo,
embora ainda não nos tenhamos casado.
Parem de idealizar mais histórias…o
Bonito é um cavalo e eu decidi frequentar uma escola de equitação!
Ainda não monto em sela e apenas faço
volteio.
Montá-lo é um momento hilariante… A
minha instrutora, quer que o faça como “deve ser” sem usar “escadote” ou
instrumento semelhante, logo dobro a perna esquerda, ela dá-me um impulso, eu
impulsiono-me e fico literalmente atravessada sobre o Bonito, como se fosse uma
princesa de contos de fada a ser raptada por um príncipe, neste caso invisível
(o Bonito até é quase branco). Nesta posição de saco de batatas, rodo sobre ele
fico em posição de prancha e só então ergo o tronco e deixo cair as pernas, uma
para cada lado, evidentemente.
Moral da história: Nunca tinha montado
um cavalo, nem sequer um burro, era um dos meus sonhos por realizar…logo nunca
podia passar de cavalo para burro, agora já posso… ( e aqui paro de escrever
para não falar de política)





