À semelhança de muita gente da nossa
praça que afirma que a culpa nunca é dela mas sim dos outros, excepcionalmente, vou fazer o mesmo e todos me vão dar razão, será?
Pois é! A culpa foi dele…eu estou
inocente!
Não sabem de quê? Não fazem ideia do
que estou a falar? Se tiverem paciência para ler este texto até ao fim vão ficar a saber a história.
Tive um fim de semana muito recheado
e diferente. Comecei sábado, logo de manhãzinha,
por assistir pela primeira vez a um workshop sobre “Iniciação à Pintura Country”,
o primeiro de outros que pretendo frequentar sobre várias técnicas de “Artes
Decorativas” (os poucos worhshop a que assisti estavam ligados com temas que
diziam respeito à minha profissão). A “ crise” está a empurrar-me para as “novas
profissões”, daqui por um ano deve ter montanhas delas!
Uma das características deste tipo
de pintura (estou a referir-me à country) é a imitação de trabalhos de costura feita com retalhos. Para isso, são feitos pespontos
com pincéis liner, o que é muito fácil .
Mas há outra condição, os sombreados. Estes são essenciais para dar “vida” ao desenho,sem eles não há nada de country, são o “diabo”, não são normais,
têm que ser feitos com um pincel diferente, um pincel chanfrado e para se
conseguir dar-lhe bom uso é o “bom e o bonito”…
É de pêlo sintético, saber
usá-lo tem um segredo e é preciso praticar muito.
Durante algumas horas (com mais cinco jovens senhoras de quem podia ser mãe) e com um pequeno
intervalo para um chazinho e scones, empenhei-me totalmente como aluna, mas suspirei
muito…há muito tempo que não suspirava tanto.
Como confessei já muitas vezes, sou uma perfeccionista (em avançado estado de
cura, felizmente) e na minha opinião as sombras não correram nada bem…a professora
bem me gabou mas não me convenceu.
A caixa que está na fotografia, ainda está muito incompleta, não tem a
maior parte das sombras, nem os “alinhavos”, tem apenas as pinturas base.
Reparem na gentileza com que a seguro, eu até fico admirada com esta “doçura”,
logo eu que tenho andado com vontade de dar uma martelada na cabeça de muita
gente…”mas isso agora não interessa nada”.
Hoje digo que a única culpa que tive foi em ter-me metido com um chanfrado
(o que aliás não seria a primeira vez). Quanto à não perfeição do trabalho a
culpa não foi minha, foi dele…tem que se tratar urgentemente e deixar que pessoas como eu, sem prática nenhuma, criem uma obra prima logo à primeira.
O sábado não terminou aqui, outra
tarefa me aguardava, fazer a máscara de Carnaval Esta criação resultou melhor, muito
melhor! A sua descrição fica para uma próxima!