quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PAUSA


Hoje de manhã quando tentava desembrulhar os beijinhos embrulhados, para ver se havia comentários para moderar e para escrever este poste, tive uma surpresa, a surpresa das surpresas…os beijinhos tinham  “fugido com o rabinho entre as pernas”, escafederam-se, "pisgaram-se" (foram atrás de um malandreco com pouca categoria)…já não existiam, tinham sido retirados da blogosfera. O "gmail" que lhe dá suporte tinha sido desactivado. 
Sou menina para mexer em todos os botões que me aparecem pela frente mas, daí a ter desactivado o meu gmail, vai um passo de gigante.
Alguém entrou no meu endereço electrónico e decidiu brincar um pouco, penso saber quem foi mas, não tenho a certeza…foi bastante complicado, mas voltou tudo à normalidade.

Passemos agora ao assunto deste poste, venho comunicar a todos que vou entrar numa pausa, durante uns dias, não muitos, apenas alguns …E não! Não foi por causa das “peripécias” descritas, vou passear cá dentro, num passeio programado há três meses. Uma das minhas “fugas”… um tipo de fuga que não fazia há muito!

Para a semana volto, ainda não sei bem quando,mas volto!
Até lá um bom fim de semana e uma semana ainda melhor!
ATÉ JÁ!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

CONFESSO


Sim, venho confessar e já não é a primeira vez…a minha inabilidade para o manejo de uma máquina fotográfica e subsequente tratamento das fotografias,  como por exemplo, colocar sobre elas o nome de quem as tirou e “tapar” os olhos de alguns dos fotografados.
Apetecia-me falar sobre a visita que fizemos ao Castelo de São Jorge, para além de o irmos rever e à sua bela vista panorâmica sobre Lisboa, fomos com outra missão, dá-lo a conhecer às crianças (leia-se aos netos)
Tenho fotografias, não tiradas por mim, que tiveram a particularidade de serem captadas sem o cartão (aqui a culpa não foi minha, um esquecimento quase imperdoável de quem levou a máquina), resultado, são pouquíssimas, apenas ficaram registadas aquelas que a memória da maquineta permitiu … 7.
Para se passarem estas 7 fotos para o computador foi uma aventura e tanto, levou dias … até que um técnico (sim, foi preciso consultar um técnico) explicou como era… um manejo muito simples (que eu continuo sem saber como é, não fui à “consulta”).
Agora não as quero publicar no blogue enquanto não souber um truque para disfarçar um bocadinho as crianças, por isso há que aguardar as aventuras desse dia até eu conseguir “dar a volta ao texto” que é como quem diz : aprender um bocadinho mais sobre informática aplicada a diferentes universos.
Por favor aguardem …como sou vossa amiga aconselho-os a fazerem-no sentados …o meu processo de aprendizagem está a ficar muito lento…
Tenho “inveja” de alguns blogues em que vejo isso…(é tão feio ter inveja, não é?)

domingo, 18 de setembro de 2011

ALJUBE


Sou uma sem “terra”, há várias gerações que, do meu lado materno, toda a família nasceu em Lisboa. Sempre gostei de espaços livres, esse é um dos motivos porque tenho há anos um Refúgio, entre o mar e a serra, pertinho de Lisboa, ao qual me refiro muitas vezes. Desde que enviuvei que passei a fazer deste espaço a minha primeira casa, de certo modo abandonei um pouco Lisboa.
Presentemente, iniciei um novo ciclo de estar na vida, este ano ainda não saí do país e tenho procurado redescobrir Lisboa. Ontem sábado, sem ter programado, encontrei-me a visitar esta exposição:

ALJUBE A VOZ DAS VÍTIMAS

“Durante 37 anos, entre 1928 e 1965, milhares de homens, vítimas da polícia da ditadura, subiram estas escadas para recolherem aos “curros” do isolamento, às celas colectivas ou à enfermaria, vinham dos interrogatories, acabavam de ser presos ou regressavam de uma visita no parlatório. Muitas vezes, derreados por dias consecutivos de tortura do “sono” e da “estátua” ou doridos pela violência dos espancamentos, tinham de ser arrastados, escadas acima, pelos carcereiros. Alguns não sobreviveram.”
(…)
“Muitos presos políticos nunca foram levados sequer a tribunal, sendo deportados para as colónias ou, pura e simplesmente, libertados após longos períodos de prisão.
Mesmo assim, entre 1933 e 1974, os tribunais militares especiais e os tribunais plenários processaram mais de 1 pessoa por dia”.

Saí de lá a pensar que tenho que voltar, não tive tempo de ver com profundida vários documentos.Esta exposição devia ser vista por todos, nela faz-se História, nela revivem-se memórias.
Os que ainda se lembram do tempo da ditadura, relembrarão “situações das quais melhor ou pior” já tinham ouvido falar…os mais novos (e alguns mais velhos também) vão aprender que viver em democracia é um paraíso…logo é preciso que não a “estrangulemos”.

A liberdade não se pode confundir com libertinagem!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

DOÇURA OU DIABRURA LXXXIX


Chega ao fim uma semana em que trabalhei “imenso”, “organizei” muitos desejos, concretizei alguns…fiquei cansada de tanto pensar. Aprendi algo, não se deve pensar tanto…”quem muito pensa (escolhe) pouco acerta”!
Andei a devanear… e quando "acordei" estava na altura de vos oferecer a Doçura ou Diabrura deste fim de semana.
DEVANEIO
Quero perder-me neste cálido abandono
Esquecido neste não ser que me entropece
E se contigo a solidão já adormece
Acordo teu corpo qual desfolhar de outono.
Teu calor é grito em silêncio de desejo
Como um mar imenso que sinto mas não vejo
É amar sem sentido, em tempestade
Uma mentira que é vento de verdade.
Deixa-me beber contigo o tempo e o encanto
Embriagado no teu cheiro por um momento
Voo de loucura sem destino, como perdido,
Num lugar secreto de um amor proibido.
João de Oliveira, Maio de 1999

NINGUÉM ESTÁ NAS NOSSAS VIDAS POR ACASO!
COM TODOS OS QUE POR AQUI PASSAM VOU ESTABELECENDO UMA INTERACÇÃO E COM ELA APRENDO E ESPERO ENSINAR ….ESSA É UMA DAS VÁRIAS RAZÕES QUE ME LEVA A DESEJAR-VOS UM FIM DE SEMANA “FORA DE SÉRIE”!

BEIJINHOS EMBRULHADOS PARA TODOS!

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

CONTORNOS

Gostaria de saber manejar um pincel para conseguir registar o que me rodeia tal como vejo, como sinto, como aprecio, como me deslumbro e como me surpreendo.

Tela pintada por Renoir

Há dias que capto os contornos do que me cerca com imensa nitidez…vejo brilho nas orlas das folhas, vejo dança no esvoaçar de uma borboleta, oiço música no vento que me afaga, sinto o cheiro a maresia daquele mar que não me canso de contemplar… noutros isso não acontece, não consigo observar com a profundidade que almejo.
Todos os dias tento descobrir-me…

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

DESCASAMENTO


Pela minha cabeça circula um vento que por vezes se torna ciclónico e tal acontece há bastante tempo, tempo demais penso eu…

Um divórcio magoa sempre, deixa marcas nos intervenientes directos e naqueles que os amam, principalmente quando um deles um dia se vê confrontado com a saída do outro do lar e este outro, adopta uma atitude de guerrilha constante.
Uma autêntica surpresa para todos!
Há justificações de ambas as partes? Tem que haver, caso contrário tudo aquilo porque se passou depois, não faz sentido nenhum.   
Demorou 29 longos meses para ser oficializado, finalmente veio o verídico, já não há casal! A “parte” que conheço melhor sentiu um alívio imenso mas, ao mesmo tempo está preocupada com a saúde física e mental da outra. Seria alguém muito insensível se assim não fosse…
Como amo ambas as partes, estou triste e não muito feliz com este desfecho. Procurei nunca opinar, não interferir, isso fez com que muitas vezes me sentisse amordaçada. É muito difícil manter uma posição neutral, quando nos apetece dar duas “palmadas” em ambas as “partes” e fazê-las repensar todo o seu percurso de vida em comum, nem que para isso se tivesse que lhes abrir a cabeça à “martelada”… Mesmo assim fui atingida por uma bala perdida que não me feriu “mortalmente” porque, felizmente, ainda sou um osso duro de roer.
 Estranhamente estou aliviada!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

SAGA FAMILIAR


A crise, maldita crise! É uma erva daninha que se não for bem vigiada e arrancada dia a dia, quase hora a hora, invade tudo e todos…
Uma família minha conhecida, para a combater, decidiu emigrar para as Caraíbas e lá se instalou…

A mãe tornou-se taberneira e afoita enfrenta os energúmenos que por lá passam, dando-lhes com o jarro com que serve o tintol na caixa dos neurónios (se é que têm neurónios), quando algum se atreve a proferir palavras menos próprias ou se lhe dirige como um lobo com capa de cordeiro, trabalha dia e noite para ganhar umas moedinhas douradas.
A filhota esperta e bem afinada naquilo que almeja, vai aprendendo com o que a rodeia e sabe separar o trigo do joio, o que em abono da verdade, não lhe traz grandes proventos.
Ao pai ficou reservado o papel de trabalhar fora de casa. Ficou com o trespasse de um bonito galeão, um pouco desconjuntado (mas  nada que uma boa fita cola ou uma daquelas colas que até colam os cientistas ao tecto, não conserte) e lá partiu por mares por ele nunca navegados, obedecendo às leis da pirataria vigente, assaltando outras embarcações, apenas roubando aos pobres para distribuir pelos ricos ( o Robin Hood lá do pedaço).
O filhote impôs a sua vontade e por cá ficou, está decidido a “entrar” numa “juventude” qualquer,  tendo como meta, quando for grande,  vir a ser um bom político, mais ou menos como os que desde há uns anos, já um bocadinho alongados no tempo,  proliferam por aí.
Diz-nos a experiência que este último é o que se vai “safar” melhor!

Será que estou enganada?

Nota:
1-Gosto imenso desta fotografia, tirada num parque de diversões algures na doente Europa. O primogénito desta família não  quis posar para ela, porque embora goste muito de histórias de piratas, não quis “ser”mais um.
2-Atrevo-me a publicá-la, sem autorização dos intervenientes, porque ela já o foi  num lugar muito  mais visitado do que este.
3-Qualquer semelhança com o que se passa no nosso país não é mera coincidência.