sexta-feira, 15 de outubro de 2010

FUI MIMADA!

Estou a ser mimada, que coisa tão boa, e desta vez quem me deu miminhos foram a AUTORA DE SONHOS e a MARIANA MARCIANA.

Da Autora recebi este selinho:

Sem dúvida que adoro sapatos, malas e também gosto de … homens!
Haverá selos sem regras? Penso que não!

As deste são as seguintes:
1-Postar o selo (cumprida)
2-Oferecer o selo a quem comentou o meu último post e, acrescento eu, ao género feminino.

Então aqui vão pela ordem com que comentaram:

C*inderela
Manuela (carta fora do baralho uma vez que já o recebeu)
Autora dos Sonhos (“salta” também, foi ela que me o ofereceu)
Teresa Santos
S*
Avogi
Moonlight
Céu Vieira

3-Avisar as “contempladas" que têm um selo à sua espera

Agora vou “tratar” da Mariana Marciana que andou por Marte um ror de tempo…Já tinha saudades dela é sempre uma lufada de ar fresco! Tão fresco que chegou e começou logo a distribuir miminhos.
Eis o selo:

Que seria da Primavera sem flores? Estamos no Outono mas nada como uma imagem como esta para me animar.

Vou obedecer em parte às regras.
Vou partilhar convosco 10 coisas que amo, não as vou colocar por ordem de importância, mas talvez até sim, mas pela ordem com que me chegam à mente.

AMO:
Os meus netos, os meus filhos, o meu irmão e os meus sobrinhos.
Alguém que penso ser digno desse amor que lhe dedico.
As crianças de um modo geral.
Os meus amigos.
Os meus livros.
Os animais com excepção de cobras e afins, logo eu que sou Serpente no horóscopo chinês.
E respeito a Mãe Natureza com tudo aquilo que ela me oferece bom ou mau.
A profissão que segui e da qual, como é do conhecimento de todos, já estou aposentada.
Este Refúgio onde presentemente me encontro.
Os meus semelhantes embora com algumas restrições.
Muito mais coisas e gosto de milhares de outras mas já indiquei 10! Safei-me!

Agora chegou a altura de me mostrar rebelde, vou quebrar as regras e não vou indicar o nome de ninguém…o motivo é o de sempre, todos os blogues que leio e comento são “flores” imprescindíveis neste espaço blogosférico, tal como as flores o são na Primavera, por isso todos têm direito a este selinho com um aspecto tão fresco, tão carinhoso!
Quem concordar com esta minha apreciação, leve-o por favor!

Para a AUTORA e para a MARIANA com enorme carinho, o meu muito obrigada e os meus BEIJINHOS EMBRULHADOS! BEM-HAJAM!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

AS MINHAS CRIANÇAS

As crianças?
Onde estão as crianças?
Saí correndo e percorri o caminho que me leva à estrada alcatroada desta aldeia que me acolhe há mais de 30 anos. Olhei para ambos os lados da estrada e não as vi, não vi ninguém, parecia que pessoas e animais tinham deixado de existir, o silêncio pesava...
Senti-me noutra dimensão!
(...)
Entrei em pânico, mas rapidamente serenei. Recordei a fonte, aquela que sempre as atraía, para o pé da qual gostavam de ir brincar, aos piratas com tesouros escondidos, um local aprazível com muitos recantos a darem um certo ar de mistério ao local. Percorri os campos pejados de flores e fui paulatinamente admirando as árvores com os ramos dobrados pelo peso dos frutos ainda por colher, … como estavam lindas as searas douradas e os campos de girassóis bem abertos e virados para o sol que escaldava…
Dei seguimento à minha busca e esta terminou!

A minha neta e o namorado (diz ela e eu não a devo, nem quero contrariar)

As crianças estavam lá, mas não estavam… Já não eram crianças! São as minhas crianças adultas.

(...)
Onde estão as crianças? Ficaram para trás, bastante para trás, no tempo… mas continuam comigo nos sonhos que vou tendo … a dormir ou acordada!
(...)

Com a renovação da vida há outras crianças que também são "minhas!...

Vou! As minhas crianças chamam por mim: Mãeeee? Vovóóóóó´?

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

DOÇURA OU DIABRURA LVI

Estive ausente dos meus lugares habituais de" circulação". E como Natal é quando o Homem quiser, eu decidi que “Doçura ou Diabrura” vai para o ar quando Eu quiser! Esta não será propriamente uma doçura, será talvez uma diabrura atendendo à intenção, ao recado com que a estou escrevendo. Para a apreciação de todos, mas com a ressalva do poema ter sido escolhido a pensar em alguém muito especial para mim, que considera José Agostinho Baptista um dos melhores poetas portugueses vivos da actualidade, aqui vai a:


CONDENAÇÃO

Não tens fuga.
Aonde quer que vás, tudo irá contigo,
cada amanhecer,
cada linha mortal do teu rosto,
cada náufrago a quem fechaste os olhos,
nos sete mares indóceis da tua vida.

Aonde quer que vás, tudo irá contigo,
abrindo outra ferida,
e numa igreja, sobre o pó,
cairás de joelhos, implorando em vão.

Não tens de olhar à volta, para a estátua que
te contempla.
Irás sem medo,
como quem conhece o vazio da alma,
como quem diz adeus à desolação das terras.

José Agostinho Baptista, in Quatro Luas



PARA TODOS UMA SEMANA QUE HOJE COMEÇA, A SER VIVIDA SEM STRESS, COM MUITOS MOMENTOS DE FELICIDADE!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

SONHANDO

Acordei ao lado da minha amiga languidez que sempre me acompanha neste despertar de noites bem dormidas. Lembrei-me do sonho e essa lembrança tornou-me ronronante!
Emiliano di Cavalcanti (1897-1976)


Observei o espaço que me rodeava, réstias de sol invadiam o meu espaço, e cúmplices do dia esplendoroso que se adivinhava, permitiram-me contemplar, em tons dourados, toda a dimensão que me rodeava. Ergui-me do leito e deixei deslizar a longa veste com que me tinha entregue nos braços de Morfeu, observei-me desnuda no reflexo do espelho que pende numa das paredes do meu quarto, buscava vestígios do sonho … não os encontrei!
Forço-me a relembrar o meu caminhar desta noite, noite alva, iluminada pelo luar. Surgiste de um lugar recôndito do meu lugar do sonho, não vinhas só, nunca vens só, acompanhava-te uma melodia que me fez desejar sentir os teus braços de amante, em redor do meu corpo… Adivinhaste o meu desejo, enlaçaste-me com suavidade pela cintura e ambos rodopiámos ao som de uma valsa de Strauss. Porquê Strauss e não Chopin ou Tchaykovsky, se não a reconheci? Sei agora que foi escrita apenas para nós, ninguém mais a tornará a ouvir, nem a poderá voltar a dançar. Repentinamente… o ritmo melódico alterou-se e o som de um tango emanou das sombras do arvoredo que ladeava o local onde nos encontrávamos… Os nossos corpos envolveram-se em movimentos coleantes, sensuais, bruscos mas ritmados … Fui submissa, de ti recebi paixão, drama, agressividade e tristeza. Mas também houve cumplicidade e sedução, … senti o calor incendiário, incontrolável, do desejo a invadir-me…

A tua figura altiva, esguia e alongada, teve que partir, foi requisitada por Morfeu para dar prazer a outra sonhadora…

Pediste-me tempo! Como te o posso dar se ele não é meu?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

ETERNAMENTE

Chega no início da madrugada, vem lentamente para não me assustar. Todos os meus sentidos voam para a taça receptáculo da vida de onde emanam.
Vejo-o sem o ver… inalo o seu perfume sem o saber identificar…sinto o calor das suas mãos, percorrerem a minha pele nua, sem as sentir… provo o sabor dos seus lábios sem os provar…oiço a sua voz sussurante, como uma brisa suave de uma Primavera aquecida, sem a ouvir…
Entrego-me ao prazer de o ter ao meu lado. Miríades de luzes invadem o nosso espaço, espaço intemporal e etéreo. Acariciamo-nos e entregamo-nos ao prazer do amor… Tornamo-nos um só!
O impiedoso senhor do tempo força o sol a bater à porta do horizonte, o sol é nosso cúmplice tal como a lua em noites de luar, maliciosamente obedece mas com ternura, … o novo dia precisa de nascer!
Eu grávida de felicidade e de exaustão, enrosco-me e deixo-me abraçar pelo senhor do sonho, um abraço faternal, carinhoso, desejado, … adormeço com um sorriso nos lábios entumescidos por tanto beijar, entro sem pedir licença, num mar de calmaria que me transporta para um sono profundo, repousante e prolongado, pleno de sonhos com as cores de um campo pejado de flores campestres…
É a despedida mas uma despedida sem dor, ao raiar da madrugada eu sei que ele vai voltar.
Volta sempre!
O tempo um dia vai parar e ele ficará comigo, protegido pelo sol e pela lua, eternamente…

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

BIPOLARIZAÇÃO

BIPOLAR, uma palavra que, actualmente, se ouve muitas vezes. Será que todas as pessoas que a utilizam conhecem bem a carga psíquica que ela transporta?

Bipolar, bipolarização, não são apenas termos relacionados com a energia eléctrica, nem com a dinâmica, nem com a política, … é um termo que veio substituir a denominação “psicose maníaco-depressiva”. Esta denominação foi considerada por alguns “peritos” na matéria, como muito “depreciativa” até "pejorativa" e hoje fala-se dela como sendo um “transtorno ou distúrbio bipolar”.

Foi descrita pela primeira vez pelo psiquiatra Emil Kraepelin, no século XIX, desde então tem sido estudada e, na actualidade, há fármacos que a vão conseguindo controlar, com algum sucesso, se os portadores deste transtorno estiverem predispostos a aceitar o tratamento. A psicoterapia também dá alguma ajuda.

Como viver com alguém que umas vezes revela uma energia tremenda, tem ideias grandiosas e agradáveis, fala ininterruptamente, demonstra raiva e agressividade pelos que lhe são mais queridos, atira a ética e a moral que regem a sua vida para o “espaço”, gasta descontroladamente… e outras vezes sente-se inferior, só pensa em desgraças, sente-se culpado, pensa no suicídio…e tenta-o?

Eu sei a resposta e devo confessar que é uma tarefa hercúlea! Para manter uma família em “equilíbrio”, tendo alguém no seu seio a sofrer do modo como uma pessoa com este distúrbio sofre e faz sofrer, é algo que a maior parte das pessoas não consegue imaginar…

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

DOÇURA OU DIABRURA XLV

“Um sonho não interpretado é como uma carta que nunca se chega a ler” frase que se pode ler no Talmude (um registro das discussões rabínicas que pertencem à lei, ética, costumes e história do judaísmo ).

Eu tenho um sonho que estou a “interpretar” e, com esta interpretação, desejo ardentemente conseguir ler a carta até ao fim…Perdida "nela" vivi esta semana, esperando continuar a viver, com a mesma intensidade, muitas mais…E, deste modo, cheguei a mais uma Doçura ou Diabrura, desta vez ornamentada com uma pintura de Salvador Dali


“dois anos de amor

as psico horas
da incerteza
e do medo
virá não virá
existo não existo
são os deserdados
anos da substantiva ternura
de Jacob
que esperou em vão
por Raquel
sem saber que o amanhã
é uma religião
que não existe
para além do calendário
sem datas
de uma espera
que teremos um dia de partilhar”.
Miguel Barbosa, in A Eternidade de um Segundo de Amor


UM FIM-DE-SEMANA SUPER, SUPER, SUPER,…FABULOSO!